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Promete, mas não deve cumprir, apesar de todo o sucesso, basta pensar um pouquinho. Mas eu já chego nisso. “Willi” é um chinelo de dedo que usa o maior defeito da gigante mundial “Havaianas” a seu favor, arrebentar, causar tropeços, quedas homéricas, risadas mais homéricas ainda, enfim, “Havaianas” é, e sempre será, uma máquina de derrubar pessoas, bem como qualquer outra espécie de sandália, ou chinelo de dedo.

“Willi”, que arrecadou em 24h quase 50% de seu goal de AUD10.000 no Indiegogo, bem como seu inventor, Brad Munro, esquecem porque arrebentam, como arrebentam e onde arrebentam, as mais tradicionais sandálias do planeta.

O elo entre a borracha mais fina, que fica entre os dedos, e a mais grossa que prende tudo ao solado, exatamente na emenda, é ele que arrebenta. E por causa do material, não importa o formato, não importaria nem se fosse interiço, uma borracha mais fina ligada em uma mais grossa irá arrebentar, especialmente durante um forte tropeço. E aí o material prejudica novamente, já que a ponta da frente do chinelo geralmente é o causador desse tipo de acidente, visto que dobra pra trás, fazendo a pessoa enfiar a boca no chão (ou mãos, ou joelho…).

É engraçado notar o esforço basilar de determinadas marcas, pois se fosse tão fácil assim, uma empresa com a estrada da “Havaianas” já teria resolvido o problema, e outras, que também entraram “inovando” como a “Willi”, já teriam conseguido tirar ela da liderança. “Willi” falhou em não pensar, e a única inovação, pra mim, é poder mudar as tiras, trocar as cores, comprar separado do solado. Mas como tiras não são novidades, e as da “Havaianas” também são facilmente trocadas, é só lançar no mercado também.

Mas esse tipo de ideia bacana para o consumidor pode ser um veneno para o produtor. É como o cara que inventou a lâmpada eterna e está sendo ameaçado de morte por grandes companhias elétricas. É um tiro no pé, às vezes literalmente, é dinheiro que só vem uma vez e não paga as constantes contas. Enfim, “Willi”, não deu.

 

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