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O debate vem quente já há algum tempo: a industria cinematográfica, assim como qualquer outra, privilegia o homem branco, cis, hétero, da elite. Mas, nem tanto quanto as outras, essa industria está nos lares e cinemas de todas as cidades, e serve, muitas vezes, de inspiração na vida e sonhos de todos. Todos temos heróis e ídolos, e muitas vezes eles vem de lá. A representatividade conta, e conta muito, e ela não acontece por falta de talento, mas por falta de papéis desenvolvidos para que essas personagens e esses personagens inspiradores existam.

Além da ausência dessas pessoas na frente e atrás das câmeras, o cinema ainda paga menos para mulheres brancas, negros e negras, pessoas trans* (essas aparecem?), idosos e idosas, etc. E foi pensando em acabar com uma parte desse problema que atrizes de diversas etnias se reuniram numa organização não governamental chamada We Do It Together. A instituição, sem fins lucrativos, tem em sua composição nomes como: Queen Latifah, Jessica Chastain, Catherine Hardwicke, Juliette Binoche, Freida Pinto, Catherine Hardwicke, Amma Asante, Małgorzata Szumowska, Marielle Heller, Ziyi Zhang, Haifaa Al Mansour e a brasileira Kátia Lund, conhecida por Cidade de Deus, Cidade dos Homens e Crianças Invisíveis.

É preciso lembrar aqueles que vêm com a história de “já estão ganhando um salário surreal”, que o ponto aqui não é esse, mas sim as diferenças que acontecem entre homens e mulheres lá e aqui (no mundo dos que não rasgam dinheiro), e não deveriam acontecer nem lá e nem aqui. É sabido que algumas carreiras são supervalorizadas em detrimento de outras (tipo jogador de futebol), mas é preciso dar um passo de cada vez, mesmo porque atores e atrizes independentes não entram nesse bolo, muito embora todo esse mecanismo se replique para qualquer instância de cada profissão estatisticamente. A verdade é que, enfim, torcemos para que We Do It Together seja uma primeira iniciativa de muitas.

Fonte: Revista O Grito.

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