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Dois lados de uma mesma moeda e o contraste do que é amor e o que é ignorância.

De um lado uma mãe que não aceita seu filho homossexual em nome da família tradicional/cristã, do outro dois fuzileiros navais que se apaixonaram e se casaram com a benção de um emocionado pai (também militar); cujo único questionamento foi onde ele havia errado em não ter tido a confiança do filho para que esse contasse que era homossexual e fosse em busca da felicidade, visto que o filho assumiu tarde sua condição. E a felicidade, para ele, era a única coisa que interessava que o filho tivesse, independente de sua natureza.

Eu me admiro que ainda nos dias de hoje esse tipo de coisa tenha que ser questionada, tenha que ser explicada, tenha que ser martelada na cabeça de tem madeira no lugar do cérebro; amor é amor, não deveria haver nenhum impeditivo, nenhuma limitação, nenhum redutor. Ou é amor, ou não é amor; simples. Teu filho é homossexual e você deve amá-lo, o homossexualidade não é uma doença, ou uma escolha, o homossexualidade nasce com a pessoa e é, acima de tudo, natural.

A homofobia se torna ainda pior, bem como essa ausência de amor, quando, por exemplo, esses mesmos homossexuais querem adotar uma criança, visto que essas mesmas pessoas que defendem tanto a família, preferem ver uma criança de rua do que uma criança adotada por um casal homossexual. Lógico que elas não pensam nesse tipo de coisa, lógico que elas só estão interessadas em defender a família dessa grande ameaça que são os gays e lógico que elas presumem que uma criança criada por gays vai ser gay; questão que como eu já disse é definida pela natureza e não pelo meio. O que é definido pelo meio, por exemplo, é o medo de uma pessoa não contar para seu pai que é o que é.

Agora imaginemos a seguinte situação: essa criança que não é adotada por um casal gay e talvez por nenhum casal, ao completar maioridade tem que sair do abrigo onde está, sendo assim está entregue a uma vida que tem inúmeras chances de não ser digna, haja vista que ela não tem a tal da família; dentro disso ela pode levar uma vida direcionada a algum crime, assalto talvez, visto que ela não tem educação devida, nem dinheiro, nem tem para onde ir. Daí essa mesma criança vai assaltar uma dessas pessoas que tanto defendem a família e essa mesma pessoa, da super família, vai dizer que bandido bom é bandido morto. Paradoxal, não?

Se bem que eu acho que é tanta obviedade, tanta junção de idiotice, que não existe possibilidade de que isso seja um paradoxo. A homofobia é um grande atraso para nossa sociedade e é uma daquelas coisas que quando sanadas podem trazer um bem maior.

Mais amor, por favor.

 

DIALOGO ENTRE MÃE HOMOFÓBICA E FILHO:

Não coloquei todos os diálogos, mas eles já duram 3 anos e o rapaz tem um Tumblr onde os posta. Todos eles são bastante abismais.

 

O AMOR INCONDICIONAL DE UM CASAL E DE UM PAI:

 

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Sobre o Atendente

Editor chefe, administrador, fotógrafo, criativo, mediador do #FFCBoteco, cozinheiro no #FFCNaCozinha e fundador
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Militância pé na porta! “Às vezes está louco na problematização”. Cru. Somente a verdade, nada mais que a verdade. Já foi ignorante e às vezes pensa que é inteligente. Viciado em: consumir informação, alguns jogos, música e sexo. Se formou DJ e Produtor Musical pela AIMEC, não era o que a família queria. Preza por água de boa qualidade (não me venha com Crystal), bem como cerveja (não me venha com Skol). Cozinha muito bem e não come animais. Mora no Cubo Mágico, QG de operações localizado em Porto Alegre, mas é mineiro e come pão de queijo enquanto ainda tiver. Torce para o Palmeiras: “Ninguém é perfeito”. Idealizador, fundador, pica das galáxias e rei do universo. Obrigado, de nada.

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