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Em 2007 foi implantado em Porto Alegre a bilhetagem eletrônica, afim de acabar com a fichas e evitar a venda ilegal e falsificação de passagens antecipadas e vales transporte. Todavia, já no início não foi bem planejada esta mudança, fazendo com que os usuários sentissem uma certa raiva ao usar o novo cartão.

Mas em pleno século 21, parece que o equipamento não condizia com a tecnologia que se via por aí, pois além de lenta, acontecia uma série de problemas, sem contar, que um cartão que tem como principal necessidade ser portável, era frágil e estragava fácil, e a segunda via custava mais caro que um cartão de banco.

Filas se amontoavam ao subir nos coletivos, pois o equipamento exigia um tempo de processamento devido ao sua conexão com a central não ser em tempo real. Assim sendo, tirando o interesse das empresas com a pirataria de fichas, quem saia perdendo era os usuários, somando mais um problema ao caótico sistema de transporte coletivo da capital.

Acompanhamento: Rede Integrada de Transporte

Tira-gosto: Moobly App (Horários e Rotas dos Transportes Públicos)

Prato do dia: O transporte frigorifico de Porto Alegre e região

Sobremesa: BikePoA: O Que Há De Errado?

Outro complicador era a disponibilidade de postos de recarga, pois na época existiam apenas três lugares onde era possível recarregar: Na recém criada Central do TRI na Rua Uruguai, na ATP perto da rótula da avenida Protásio Alves ou no posto móvel da ATP. Não havia perspectiva de existirem outros locais, além desses, ou ao menos um acordo com algum banco para pagamento em agências. Sendo que temos ao menos três banco públicos em PoA de grande circulação e distribuição de agência, que seria Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil ou Banrisul. Ainda na mesma época, não havia nenhum incentivo para usar o cartão, como desconto ou créditos extras, não fazia muito sentido comprar passagem antecipada, pois não existia integração com outros modais.

Se passou 7 anos, e a bilhetagem eletrônica da capital dos gaúchos ainda é problemática. Se evolui? Sim. Mas muito lentamente para todo o tempo que já existe.

O sistema, aparentemente está mais rápido, ou nossa tolerância já permite a espera que ele exige. Não sei dizer ao certo. As filas continuam, o transporte não melhorou, houve inclusive alguns retrocessos nesse intervalo. O sistema ainda é Offline, ou seja, parte dos créditos podem estar no cartão, que o sistema faz um “batimento” na garagem da empresa.

A qualidade do cartão é a mesma, facilmente quebrável ou suscetível a campos magnéticos, e apesar do preço de uma 2ª via, não vem nenhuma capa protetora. Hoje um cartão custa em média R$ 23, mais que um cartão de banco ainda.

Os postos de recarga aumentaram em 1 (uma média de 1 posto a mais a cada 7 anos, em 2021 teremos outro! :-P), agora tem o posto do Terminal Triângulo. Ainda não é tarefa fácil recarregar o TRI, pois exige tempo e uma certa jornada, dependendo de onde você trabalha ou mora. A passagem antecipada ainda é difícil de usar.

Algumas integrações foram criadas, após mais meia década, só pra constar: A do Trensurb, lotações e segunda passagem gratuita. Mas falta inúmeras outras que talvez não seja apenas falta de recurso, mas vontade política como:

  • Taxi
  • BikePoA
  • Intermunicipais
  • Rever as linhas alimentadoras
  • Terminar com o cartão SIM e ter apenas o TRI

Outra tema passível de discussão é a responsabilidade da venda dos créditos, que hoje está nas mãos da ATP, que é controlada pela iniciativa privada.

A minha conclusão é que o sistema ainda precisa de ajustes e facilidade, apesar de ser o caminho correto, a evolução tem sido muito lenta, assim como o resto do transporte público de Porto Alegre. Talvez precisamos para de nivelar por baixo nossas necessidades e exigir melhores serviços em todos os aspectos.

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