Esse prato não sairia do forno sem o financiamento de: Tiago Pariz Almeida!
Quer ver seu nome aqui? CLIQUE e saiba como.


Coincidentemente eu assisti dois filmes sobre parques, duas comédias dramáticas, as duas, também, românticas. A primeira que eu indiquei foi “Aventureland” e basta clicar aí para ver a resenha. As duas não se parecem nem um pouco, “The Way, Way Back” não tem nada de nonsense, tá, talvez um pouco, mas nada que se compare a alguns detalhes da anterior. Ela é menos engraçada e mais triste, com um pouco de alívio cômico. A história acompanha Duncan e sua família entupida de problemas, uma mãe solteira e um pai solteiro, ele com uma filha, ela com Duncan, seu filho. A mãe, já destruída por causa do relacionamento anterior (com o pai de Duncan), encontra em Trent um porto seguro; mesmo ele sendo um pau no cu boçal, não só com Duncan, mas também com ela.

O filme trata sobre a cegueira que o amor provoca, que na maioria das vezes machuca, mas quando você é uma criança e vê a sua mãe sofrendo com isso, sofrendo por causa de um completo babaca, a coisa se intensifica (experiência própria aqui, amores; só que no meu caso o boçal era meu pai biológico mesmo). O amor nem sempre é algo bom, muitas vezes pode ser um veneno. O menino sofre por tabela com toda a situação e durante as férias de verão, para fugir do enclausuramento conjunto com o pai estepe e a irmã postiça (tão escrota quanto o pai), acaba indo trabalhar em um parque aquático, onde encontra pessoas legais que passam a o conhecer melhor que sua própria família, melhor até que sua mãe. No meio disso tudo Duncan acaba descobrindo o amor verdadeiro e puro, não apenas de seus amigos, mas também de sua namoradinha.

O filme é complementado com uma excelente fotografia e direção, um roteiro até simples, mas cativante. As atuações são o ponto alto, especialmente por causa dos atores escolhidos. Temos Steve Carell, Toni Collette, Allison Janney, Maya Rudolph, Rob Corddry e o sempre fantástico Sam Rockwell (você também deve ter sentido nojo dele em “A Espera de Um Milagre”, o mundo todo sentiu). É impressionante, dentro dessas atuações, o papel de Carell; o ator que é conhecido por seus papéis de comédia faz o padrasto, um papel sério, pesado e muito bem conduzido. É excelente a imposição do personagem, como as feições do ator alteraram e não lembram em nada os sorrisos que em outros filmes e séries ele já provocou.

Aconselho o filme para todos e ele está disponível na Netflix, confira o trailer logo abaixo e dê sua nota se já assistiu:

Achou nossa mensagem importante e quer que ela chegue em mais pessoas? Ajude o Fast Food Cultural a crescer, seja um financiador! Você pode contribuir com o projeto através do Patreon ou Apoia.se, acesse os links, confira nosso vídeo, nossos objetivos, leia outros textos nossos e faça parte da nossa família.

The Way, Way Back (O Verão da Minha Vida)
Quantos churros vale esse filme?
8.6Nota
Nota do Leitor: (0 Votes)
0.0