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Bem-vindos ao reino dos flashbacks, ao reino do vai e vem, ao reino da falta de linearidade, mas isso é ruim? Não, de forma alguma, desde que seja muito bem empregado, e está sendo. Só assim, se ficar indo e voltando demais eu vou acabar um pouco tonto e vou vomitar na tela, tá, brinks, nada disso pessoal (não que o seriado não proporcione uma vontadezinha às vezes, mas né, ninguém precisa ficar sabendo disso, hahahaha). E aí, felizmente tivemos apenas um episódio ruim em seis, hein? Nada mal, ainda mais se considerarmos que as outras temporadas foram cagadas em todo seu entremeio, especialmente no que tange a personagens importantes e construção do enredo. Ficou ó, uma bosta. Mas isso quer dizer o que? Rédea curta de Robert Kirkman, que é meio preguiçoso, mas quando quer trabalhar, trabalha como ninguém, e certamente não quer deixar seu principal filhote ser estragado por outrem.

SPOILER!

Continue lendo se você já viu o episódio em questão, senão não adianta chorar depois.

“Everybody hates Chris”:

Um dos episódios que mais gostei, estamos na quinta temporada e os problemas comuns ao comodismo começam a aparecer, e não pensem que com o tempo e amadurecimento eles tendam a desaparecer, na realidade esses problemas tendem a aumentar. O comodismo é a lei em The Walking Dead e possivelmente é uma das leis na vida.

Quem, em sã consciência, deixaria de averiguar tudo que está a sua volta, até mesmo os vilões? Como espectadores do espetáculo, nenhum de nós, mas como pessoas encrustadas no apocalipse, cansadas de fugir, todos cairíamos nas porcarias das ciladas mais idiotas que nos fossem impostas. Jogar uma arma pra fora de uma porta encadeada e só depois olhar se o perigo espreita? Faríamos. Dirigir sem ver se alguém está nos seguindo? Faríamos.

Quem diz que o contrário não está ciente do cansaço que o cérebro pode nos pregar, e ele pode muito sobre nós. E o apocalipse zumbi empregado pelos escritos de Kirkman finalmente começa a nos entregar isso, sem superficialidade; essa capacidade de descuidos. Por que, nessa altura do campeonato, Daryl não se atentaria ao perigo? Ou Carol, que sobreviveu sozinha num mundo dominado por eles. POR QUE ELES NÃO RECUARIAM, APÓS DESCOBRIR A LOCALIZAÇÃO DO PERIGO, PARA CHAMAR O RESTANTE DO GRUPAMENTO?

Consumed nos entrega um episódio em que “Chris” atinge um outro nível no ódio em que as pessoas nutrem por ele, onde, por trás de mais algumas trapalhadas, ele causa um desastre no percurso de Rick e seus confederados. E é bom que ele auxilie na resolução desse problema, senão o ódio a Chris será perpétuo. 

PS.: é fato, agora, que querem transformar Carol em uma nova Andrea, que na HQ ainda está viva e ainda é foda.

SPOILER!

Abaixo cenas do próximo episódio, siga por sua conta e risco.

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The Walking Dead: Consumed (s05e06)
PRÓS:
  • Bom uso da falta de linearidade
  • Bom uso de flashbacks
  • Bons personagens
CONTRAS:
  • Queda de qualidade no próximo episódio
9.4Nota
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