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A Ubisoft tem deixado a desejar, assim como a maioria das grandes desenvolvedoras de jogos (oi, EA, tudo bem?), no que diz respeito a, bom, respeitar seus clientes, e não é de hoje, jogos são lançados as pressas por valores astronômicos com tantos bugs que chega ser hilário jogar, muito embora a maioria desses games não sejam de comédia, apesar de terem sido feitos para divertir. Como se não bastasse lançar jogos mais rápido do que temporadas de seriados, as empresas que lançam esses produtos inacabados inúmeras vezes os abandonam assim que surge uma sequência deles, e elas têm surgido cada vez mais rápido. No caso da Ubisoft, temos Assassins Creed, que tem quase um novo capítulo por dia, e no caso da EA temos Battlefield, que tem quase o mesmo tanto se contarmos os Battlefield disfarçados de outra coisa (tipo aquele mod de Star Wars que não tem ninguém nos servidores). Mas parece que a dona Ubi resolveu achar um jeitinho de, além de ganhar mais dinheiro, se redimir um pouco de suas cagadas.

Ainda essa semana, foi anunciado que ninguém menos que Jake Gyllenhaal será o ator principal e produtor executivo de The Division, um dos mais recentes lançamentos bugados da empresa, outro sucesso escrito pelo excelentíssimo Tom Clancy, um gênio que tem seu nome escrito na história dos games pela eternidade, e dos livros, e do cinema, e deve ter outra coisa que eu não estou me lembrando. Sendo assim, é esperado que The Division, como filme, funcione absurdamente bem, ainda mais com a febre de histórias pós-apocalípticas que temos tido. A história de Clancy, na verdade, é inovadora dentro desse espectro. E, apesar do erro catastrófico que foi Prince of Persia, com o mesmo Jake Gyllenhaal, e toda falta de protagonismo, embranquecimento, além de um roteiro clássico que foi completamente estragado, é possível que eles acabem se saindo melhor como estúdio de cinema, do que como desenvolvedora de jogos, guardadas as devidas proporções e diferenças de mercado.

Na fila nós temos: Assassin’s Creed, com lançamento agendado para 5 de janeiro de 2017 aqui no Brasil, contando com Michael Fassbender e Marion Cotillard nos papéis principais; e Splinter Cell entrando em pré-produção, com ninguém menos que Tom Hardy, o Max, de Mad Max, ligado ao filme no papel principal. Ao contrário do que a EA fez com Need For Speed (e que, aparentemente, pelas criticas que li, a Blizzard fez com Warcraft), a Ubisoft joga fichas de valores altíssimos no cinema, desde a parte técnica, até a parte de pessoal, e isso é empolgante.

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