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Acho importante começar esse texto dizendo que: eu sou uma mega nerd em ciências. Só que sabe quando a gente vai comer pizza e vocês passam as de tomate seco? Pois é, viagem no tempo e ideologias do “buraco de minhoca” para mim são esse tomate seco, que não fica bom nem em pizza, nem em coisa nenhuma. Sou meio chata? Sim. Só acho que os conceitos são amplos demais e sempre fica faltando algo nas explicações.

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A história:

Rintaro é o líder do Mirai Gadget, laboratório responsável pela criação do “teleforno (provisório)”. Sua equipe é composta por Mayuri, que trabalha em um maid café (por que?), e Daru, um nerd, hacker e apaixonado pelas maids. Até aí tinha tudo para dar certo. Porém, a 5pb cria jogos, com um storyline complexo e transformá-los em história linear faz com que caracterização de personagens e cenas sejam encurtadas ou apressadas. Tenho que admitir que não cheguei a jogar o game inteiro, mas é sempre válido lembrar que visual novels são bem baseadas em diálogos e escolhas por parte do jogador, então o jogo em si já contém muita informação e isso acaba não cabendo nas três edições designadas para o mangá.

Esse ritmo apressado fica claro à medida que muitas pessoas começam a surgir do nada atrás de um computador lendário. Isso fica confuso, o time lapse deixa as leitoras e os leitores pensando se estão no presente ou não, se o tempo é corrente ou por pulsões… Mas, novamente, viagens no tempo são o meu tomate seco.

Análise e impressões:

Yomi Sarachi, mangaka responsável pelas artes da versão adaptada, fez jus a inspiração original, a visual novel. CANDY EYE INTERESSANTE: sabiam que mesmo o mangá tenha sido lançado antes do jogo, ele foi totalmente desenvolvido baseado na produção da 5pb (empresa responsável pelo jogo), que já estava pronto, apenas esperando o lançamento.

No mangá trazido ao Brasil pela JBC, tenho que dizer que a qualidade da arte é melhor no original preto e branco do que nas poucas páginas coloridas. Normalmente eu gosto muito mais das coloridas pelo trabalho feito com uso de aquarela (que é a técnica mais comum para adicionar cor às páginas especiais dos mangás), mas dessa vez o clássico p&b saiu ganhando.

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Comecei a ler essa primeira edição das três que compõem combo que foi lançado e procurei mais informações, chegando ao jogo! Joguei um pouco, mas, novamente, viagem no tempo… A apresentação gráfica (unindo o texto e o desenho) do mangá é bem clara e fluída, mesmo que os quadros possuam muita informação. Steins;Gate é aquele tipo de história interessante que você pega para ler em um dia de tarde e presta bastante atenção nela.

O humor do mangá é bem clássico, focado em cenas exageradas e ações engraçadinhas. Uma das coisas que mais me chamou atenção foi uma das primeiras frases dessa edição. Rintaro Okabe, cientista japonês e nosso narrador principal, se encontra com Kurisu Makise, a protagonista, super gênia, misteriosa e prodígio na área de desenvolvimento. A primeira frase que ele diz ao ver uma foto da garota é: “são olhos de quem está desafiando Deus”. Acho interessante prestar atenção à essa frase de efeito, ela vai ganhar bastante sentido no decorrer dos três volumes do mangá. #dica

Última fatia de pizza:

Vou cortar completamente os spoilers, mas já aviso:  as melhores artes estão nas passagens de tempo, onde elas são feitas ao contrário (página preta com traços em branco), o que me lembra até um pouco de Death Note, outro mangá super clássico, que envolve shinigamis e contadores do tempo de vida. Quem curte esse tipo de tema pode se dar super bem com a obra porque os desenhos são lindos e bem feitos, o conteúdo é complexo e existe texto em – basicamente – todos os quadros, garantindo uma boa quantidade de informação, não páginas vazias com apenas o desenho da/do protagonista olhando para o horizonte (algo que é bem recorrente em diversas obras).

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Como expliquei antes, Steins;Gate foi uma experiência de concentração para mim. Não acho que ele seja o tipo de mangá que as pessoas pegam para ler e passar o tempo, por exemplo no ônibus. Ele me exigiu voltar algumas páginas, reler alguns quadros porque as viagens no tempo começam e, visão pessoal, quase perdi meu ponto na estação de trem pois estava tentando entender como a banana do “teleforno (provisório)” havia se transformado em gelatina. Esse não é um mangá que eu indicaria para um/uma iniciante desse tipo de leitura, mas creio que o pessoal que curte algumas coisas mais sci-fi e que já está acostumado com essa literatura vai curtir bastante. #dica: não deixem de jogar o jogo para conhecerem os personagens que ficam de fora da edição impressa.

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Steins;Gate: viagens no tempo, banana e tomate seco
O conteúdo:7
A publicação:8.5
PRÓS:
  • Qualidade de imagem e traço;
  • Quantidade de conteúdo.
CONTRAS:
  • Storyline confusa;
  • Conteúdo muito apressado.
7.8Nota
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