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    Há, ainda, quem caia no conto de que Senor Abravanel era pobre. Nunca foi o exemplo da delirante meritocracia que plantam por aí, mas o marketing foi forte na construção desse personagem. Trabalhou de camelô porque gostava, por exemplo, de ir ao cinema e seus mais não davam dinheiro pra isso; trabalhou de graça (especialmente em rádios) porque quis e porque podia fazê-lo até conseguir contatos suficientes, rico que era/é, para ascender.

    É basicamente o nosso equivalente aos contos dos “garotos pobres” que saíram de garagens no Vale do Silício. Com a diferença de que conta, sempre que pode, uma linda história de fuga de seus familiares para Grécia com o povo judeu e se gaba de sua família ter salvo as finanças de Portugal, muito embora a fuga mais famosa ligada a ele seja a de seu pai que veio ao Brasil para se livrar do alistamento militar turco.

    Ele é, acima de tudo, um homem que está ao lado de quem detém o poder, não importa o custo disso, não importa se são ditadores (dos quais um dia a sua família fugiu), não importa se fazem mal a um povo que o enriqueceu mais ainda enquanto dono da TVS/Grupo SBT. Na verdade, assim como na imagem de destaque, ele ri diariamente da cara desse povo. É uma figura tão nociva quanto os Marinho, e defende apenas interesses que venham manter seus privilégios e de seus pares. E manipula, sempre que possível, informações, assim como todos os grandes conglomerados de mídia desse país.

    Ele é um dos poucos bilionários do Brasil que devem, não por necessidade, milhares de vezes o que o governo quer arrancar do pouco que o brasileiro médio/pobre/miserável recebe (Banco Panamericano manda lembranças). Para ele, é interessantíssimo que se mexa no nosso bolso e não nas grandes fortunas. Mas há, ainda, masoquistas que ousam dizer que são pessoas como ele que puxam os pobres e que sem eles não poderíamos viver ou trabalhar, que o país estaria falido e estaríamos falidos juntos (a falácia do “Sr. Mercado”). Poderíamos e deveríamos viver ainda melhor se eles pagassem o que devem, fossem taxados de acordo com seus ganhos e posses, e isso fosse revertido à nós, mas nem um nem outro parece que acontecerá tão cedo.

    E quem acha que devemos trabalhar a vida toda, bem, eu só tenho a dizer que são pessoas doutrinadas por figurões como ele. Enquanto criamos um Silvio Santos fantasioso e trabalhamos como condenados (porque somos) para sermos iguais a ele, Abravanel passa o dia em sua casa em Miami há vários e vários anos, e trabalha apenas aos domingos. Helicóptero pra lá, jatinho pra cá, carro blindado acolá…

    Trabalho não é tudo nessa vida, não deveria ser. E pessoas como Silvio sabem disso. A vida deveria ser muito mais do que apenas gerar mais e mais dinheiro para quem está acima de nós. Passamos em média quatro horas no trânsito para ir e voltar de empregos que nos consomem dez horas ou mais e nos pagam uma miséria, sobram outras dez para fazer, as pressas, o que deveria ser de maior importância para nós (como cuidar da família e da nossa saúde). Silvio, esteja certo e certa, cuida muito bem da família dele e da saúde dele. Ele tem, para isso, o tempo e o dinheiro que não temos. E nos distrai com seu pão e circo para que não notemos o caos em que vivemos. Um teatro de marionetes.

    Abaixo trechos de um texto sobre 13 pessoas físicas e jurídicas que devem, sozinhas, quase um trilhão de reais, um valor que sozinho pagaria o pseudo-rombo da previdência várias vezes:

    “De acordo com a Procuradoria da Fazenda Nacional (PGFN), menos de 13 mil pessoas físicas e empresas devem quase R$ 900 bilhões em tributos à União. A representante da PGFN, Anelize Ruas, afirmou aos deputados da Comissão de Defesa do Consumidor que esses números revelam que o problema não é só a crise econômica. Grandes devedores simplesmente calculam que é melhor deixar de pagar o imposto e esperar um parcelamento especial.

    A dívida total é de R$ 1,8 trilhão, sendo que 22,3% são débitos previdenciários e 1,3%, do FGTS(…)

    ‘Não se exige para adesão ao Refis a comprovação de dificuldade financeira. A norma é aberta e ela é usufruída por grandes grupos econômicos que não têm nenhuma dificuldade, muito pelo contrário, continuam obtendo altos lucros como nunca vistos no mundo, como o setor financeiro, os bancos; as corretoras; os grandes conglomerados internacionais’, afirmou(…)

    Justificativa para CPI:
    O deputado Chico Lopes destacou que o governo federal tem um déficit de R$ 170 bilhões, mas tem quase dez vezes isso para cobrar de dívidas de grandes empresas. Segundo ele, os números divulgados já justificariam uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

    ‘Ou os empresários deste País não merecem ser empresários, ou a República não merece existir. Porque estou precisando R$ 170 bilhões e um cidadão sozinho me deve uma usina de dinheiro de impostos. Como é que funciona esta máquina de arrecadação?’, questionou.

    O deputado Izalci Lucas (PSDB-DF) destacou que, no entanto, muitos pequenos e médios empresários estão em dificuldades e lembrou a necessidade de uma reforma tributária.

    O representante do Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional Achilles Linhares disse que a carga tributária é mal distribuída, pois taxa em excesso o consumo. Ele também defendeu uma maior taxação da herança e das grandes fortunas.”

    Fontes e complementos: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ECONOMIA/519103-MENOS-DE-13-MIL-CONTRIBUINTES-SAO-RESPONSAVEIS-POR-DIVIDA-DE-R$-900-BILHOES-EM-TRIBUTOS.html

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Brasileiro_de_Televis%C3%A3o

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Silvio_Santos

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_Abravanel

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