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Talvez, hoje em dia, para ter seus trabalhos artísticos conhecidos/vistos/admirados, ou seja lá a palavra que for, é preciso voltá-los para causas sociais, como forma de protestos – e acho lindo quem consegue mobilizar pessoas usando a arte para esse fim. Porém, durante algum tempo, consegui ter um contato maior com pessoas desse meio, e isso me afetou de alguma coisa, de alguma maneira vi meu processo artístico diminuindo perante o deles.

Meu trabalho é extremamente pessoal, vivencias e significados pessoais. Já até tentei direcioná-los para causas sociais (exemplo foi quando aconteceram as grandes manifestações ano passado), mas não durou muito tempo até eu voltar para o que faço de melhor, o meu melhor. Retratos. É o que define um pouco do que faço; pessoas, cotidiano, e, acima de tudo, vivências que mechem comigo emocionalmente. Possivelmente, por não ter o apoio devido dos meus pais, é que faça isso tudo ser tão emocional.

Não consigo me considerar um artista – como alguns ainda me chamam – é uma palavra que de alguma forma carrega uma responsabilidade muito grande – de o indivíduo artista ter que contribuir para a sociedade de alguma forma, e isso me assusta. Até mesmo estar fazendo curso de Artes Visuais na Universidade Federal de Goiás, já é algo que nos da alguma responsabilidade.

Dizem que estamos vivendo numa sociedade contemporânea, e livre, e se isso for totalmente verdade, acho está na hora de pessoas que tem suas histórias pessoais retratadas em arte ganharem um espaço maior. Tenho apenas 20 anos, e apesar dos poucos números, já passei por situações que me afetaram, afetaram minha família, afetaram meu relacionamento, e foram fatores que apesar de já estarem no ontem (passado), ainda continuam presentes comigo, e me motivam a fazer o que faço. Alguns apontariam minhas ilustrações como válvula de escape, eu chamo apenas de: vivências. Mostrar nossa vulnerabilidade artisticamente pode, de alguma forma, ajudar a outros que sentem vontade de fazer o mesmo, mas não tem coragem para fazê-lo.

Contatos do garoto: Vandal, Facebook, Tumblr e Instagram

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