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Pra que colocar que a menina é o novo Iron Man? Ela não é um homem, gente, tá errado, ela é uma mulher, então ela é ou Iron Girl, ou Iron Woman, tá bom? Tá certo? Estamos entendidos?

Depois de deixar essa “duda” bem explicadinha: QUE FODA ESSA MENINA! E me questiono: quando é que essas personagens e esses personagens que representam “minorias” vão aparecer nos cinemas? Quando é que elas e eles vão ver a luz do dia se elas e eles já povoam cada vez mais as páginas dos quadrinhos e vendem como pão quentinho na padaria? Gente, não há dúvidas de que o problema não é comercial, já que temos provas cabais que contrariam essa falácia desde que Deadpool passou a existir, isso pra citar só um. Mas pra citar dois temos a versão feminina de Thor que vende mais do que a versão masculina um dia pensou em vender (já falei sobre isso por aqui). Do que estamos falando então? Discriminação, é claro. Machismo, racismo…

Riri Williams, assim como Miles Morales, vem para abraçar um público jovem que não se identifica com ninguém no universo Marvel. Peter Parker nunca foi nem nunca será o exemplo mais adequado para o adolescente negro, e Jubileu, por exemplo, nunca foi nem nunca será o exemplo para a menina negra adolescente.

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E o que dizer sobre esse cabelo? Gente, que espetáculo! Ontem mesmo estava no ônibus e presenciava duas irmãs, uma mais velha, de chapinha, e uma novinha, com cabelinhos cacheados e lindos, pensava como seria bom se aquela menininha não fosse afetada pelos padrões impostos pela sociedade. E não me levem a mal, eu não vejo problema nenhum em que se use chapinha, se pinte o cabelo, se faça cirurgia… A pessoa tem que estar como se sente confortável, todavia ter personagens como Riri Williams faz com que meninas que tenham esses belíssimos cabelos crespos, os “black power”, saibam que eles são, também, cabelos de uma heroína! Não são feios, “cabelo ruim”, são fantásticos. É quebra de padrões de beleza, é empoderamento, é representatividade, e isso importa muito.

Riri Williams assume o posto não por acaso, pois a estudante prodígio do MIT, de 15 anos de idade, já construiu sua própria armadura no quarto da universidade. Ela aparece, também, durante um período em que Tony Stark não usa mais a armadura pós Guerra Civil, e na iminência de uma Guerra Civil II, que se você acompanhou pelo cinema não sabe da missa a metade. Acesse pelo menos o site do evento que, apesar de ter ocorrido anos atrás, continua no ar, e tem informações muito mais completas sobre todo o ocorrido do que o filme do Capitão América (isso se você não pretende ler os quadrinhos, senão lá tem spoilers). Mas quem sabe Riri não entre nessa festa de milhares de heróis que vai ser Guerra Infinita nos cinemas? Não custa sonhar.

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