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Faz algum tempo que prefiro assistir futebol narrado por Luciano do Valle do que pelos medalhões desatentos da Globo, homens que narram gols pra uns mais animados do que narram pra outros, isso é evidente, isso é um fato.

Passei a curtir mais o cara quando meu time, infelizmente, foi rebaixado para a série b (pela primeira vez, pois fizeram o favor de visitar a malfadada categoria de novo). Luciano estava na Record e era lá que eu assistia a todos os jogos. Uma narração sempre impecável e em nenhuma das vezes tendenciosa. Era difícil ver Luciano errar, era difícil vê-lo pender para algum lado, era difícil vê-lo concordar com alguma bobagem de Neto e companhia.

Foi lá por 2007 – 2008, quando regressou para Bandeirantes, que passei a admirá-lo mais. Não sou o cara que fica assistindo esses programas de cotidiano do esporte e o que acompanho vem de páginas de sites especializados. Mas naquela época um vídeo de um programa da Bandeirantes chamou a atenção do país. Luciano “humilhando” seus colegas de trabalho.

Humilhou de certa forma, por colocar seu diploma em um pedestal, mas falou muitas verdades e em poucos segundos. Os alvos eram seus companheiros de cabine Neto/Godoi e até mesmo Milton Neves. Mas não creio que o diploma fosse o ponto principal.

Neto e Godoy, sabidamente Corintianos, adoram falar bobagens e tomar partido de seus times acima de tudo, Neto mesmo, depois do puxão de orelha, apesar de continuar sendo um chato, mudou o discurso, hoje muito mais ameno e muito mais consciente. Mas essas criaturas, especialmente Milton Neves, adoram enfiar lenha na fogueira a troco de pontinhos a mais de audiência.

Luciano pregava nesse vídeo que os profissionais do esporte, principalmente os de televisão, deveriam dar o exemplo e não corroborar com a violência nos estádios, alimentando as mafiosas torcidas organizadas.

Bagunça para ter audiência, Luciano nunca admitiu isso. Sempre foi e sempre será, só um jogo. Deixo aqui meu adeus ao já saudoso narrador, que além de narrar, lutava por um esporte mais humano.

 

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Sobre o Atendente

Editor chefe, administrador, fotógrafo, criativo, mediador do #FFCBoteco, cozinheiro no #FFCNaCozinha e fundador
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Militância pé na porta! "Às vezes está louco na problematização". Cru. Somente a verdade, nada mais que a verdade. Já foi ignorante e às vezes pensa que é inteligente. Viciado em: consumir informação, alguns jogos, música e sexo. Se formou DJ e Produtor Musical pela AIMEC, não era o que a família queria. Preza por água de boa qualidade (não me venha com Crystal), bem como cerveja (não me venha com Skol). Cozinha muito bem e não come animais. Mora no Cubo Mágico, QG de operações localizado em Porto Alegre, mas é mineiro e come pão de queijo enquanto ainda tiver. Torce para o Palmeiras: "Ninguém é perfeito". Idealizador, fundador, pica das galáxias e rei do universo. Obrigado, de nada.

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