Esse prato não sairia do forno sem o financiamento de: Tiago Pariz Almeida!
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Leilão de quatro aeroportos. Quatro aeroportos que nós pagamos impostos suficientes pro governo gerir e gerir bem. Quatro aeroportos que vão agora pra iniciativa privada e renderam quase 4 bilhões (preço de banana por 30 anos de gestão prorrogáveis por mais 5). Alemães (Porto Alegre e Fortaleza), franceses (Salvador) e suíços (Florianópolis) são os donos dos aeroportos.

“Paulo, esse governo corrupto nunca ia conseguir gerir esses aeroportos e o melhor seria mesmo entregar pra iniciativa privada”, é o que você pensa. Em breve estaremos reclamando desses aeroportos como reclamamos dos pedágios das estradas privatizadas e esburacadas. Não neguem, vocês sabem do que eu estou falando. E não preciso dizer que serviços privados que consumimos diariamente, como planos de saúde, também são uma merda nesse país.

O pré-sal está sendo vendido e o valor do combustível só aumenta. “Tem que privatizar!”, mas quem está comprando o pré-sal do Brasil? Estatais de outros países. Parabéns pra nós! A música estava certa!

E pra onde vão esses quatro bilhões arrecadados com a venda dos aeroportos?

  1. Portal transparência?
  2. Futuras delações?
  3. CPI dos aeroportos?
  4. Favorecimentos nas concessões?

Seguimos num looping. Nunca veremos o dinheiro que é nosso, que sai do nosso bolso, dos nosso impostos e é atirado na conta não declarada de alguém. Esse alguém que elegemos e que transita livremente pedindo votos. Um alguém que tem a chancela de uma justiça partidária e, também, corrupta.

Se a qualidade dos aeroportos vai melhorar? Loteria. Não há como saber. Achar que o privado é sempre melhor é um pensamento tipico de um país que cresceu numa cultura imperialista vinda dos Estados Unidos. Um país onde as pessoas passam a vida inteira morando de aluguel, morrem pagando universidade e se não tem plano de saúde decente nem entram dentro de um hospital.

Mas o brasileiro quer ter a vida barata de bens de consumo de lá, porque claro, nós humanos nos alimentamos de bens de consumo. Não caminhamos nem para um lado, nem para o outro. O Brasil está num purgatório. Sendo vendido e devassado por políticos que têm interesses egoístas e somente um povo acomodado consegue não ver isso.

Tudo que é público é seu, é da sua família, é do seu país, é dos seus futuros filhos e filhas. Vender isso, conceder isso, por incompetência, por corrupção, não deveria de forma nenhuma atrair nossa simpatia, nossa felicidade, mas sim nossa extrema tristeza, decepção e revolta.

Em breve não mais conseguiremos voar como um dia conseguimos, e pensaremos: “Bons tempos”. A privataria é ótima pra quem tem privilégios. E mesmo assim vejo gente com pouco disso batendo palma pra ela.

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  • Hilton Silva

    Nosso? É claro que não é nosso, é do governo! Sempre foi e sempre será assim…