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Eu definitivamente não consigo olhar clássicos com os olhos de alguém que, sei lá, era adolescente na época que aquilo foi lançado, acho inclusive esse tipo de saudosismo uma grande bobagem: “É melhor que os filmes de hoje”, sabe de nada inocente. Para termos de comparação: tem uma boy band sessentista que todo mundo acha o ó do borogodó, mas eu acho OK, para época deles já não era o bicho, agora então, tem trocentas bandas melhores.

Mas vamos a Poltergeist: eu me esforcei bastante para me transportar até o ano de 1982 e consegui, a história é definitivamente boa, mas empregar aquilo, naquela época, era quase impossível. Os efeitos especiais do filme não ajudam e embora tenham concorrido a diversas premiações, incluído Oscar, eu achei eles fracos até mesmo para época, visto que Star Wars IV, por exemplo, é de 1977 e Blade Runner é daquele mesmo ano, 1982, ambos com efeitos infinitas vezes melhores. E, inclusive, técnicas parecidas de efeitos especiais foram usadas em Ghostbusters de 1984, pelo mesmo Richard Edlund, e ali sim elas fizeram sentido. Ghostburters era uma comédia de terror, Poltergeist não era pra ser.

Lembro também do terror que Exorcista causa até hoje nas pessoas, com atuações impecáveis, efeitos e maquiagens assombrosos, o filme data de 1973 e mais uma vez eu digo: é infinitas vezes superior a Poltergeist. Enfim, até mesmo para a época, que me perdoem os fanboys, o filme é inferior a um calhamaço de outros filmes em diversos aspectos.

As atuações são penosas, risíveis, eu senti mais vontade de rir do que qualquer outra coisa, tive momentos de confusão, em que não sabia se aquilo era mesmo para dar medo. Em uma cena no final o pai da família da uma tropeçada em uma bicicleta que me lembra mais Chaves do que qualquer outra coisa. As expressões de pavor dos atores são tão ruins que, sei lá, eu apenas ria. Uma hora a menina mais velha da família dispara a gritar sem nenhum motivo aparente e nossa, quase passei mal rindo.

Louvável é a edição de som, coisa que era comum nos filmes de terror dá época, todos usavam muito do artifício, visto que era o recurso mais descomplicado tecnologicamente. Mas olha, não deu Poltergeist, não deu mesmo; nem com o som magnifico. Não me assustaria nem na década de 80, que dirá agora. Talvez se eu tivesse entre 5 e 8 anos de idade, ou nem.

Abaixo o trailer, e o filme está na Netflix para quem é assinante.

 

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Poltergeist (Filme)
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Sobre o Atendente

Editor chefe, administrador, fotógrafo, criativo, mediador do #FFCBoteco, cozinheiro no #FFCNaCozinha e fundador
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Militância pé na porta! “Às vezes está louco na problematização”. Cru. Somente a verdade, nada mais que a verdade. Já foi ignorante e às vezes pensa que é inteligente. Viciado em: consumir informação, alguns jogos, música e sexo. Se formou DJ e Produtor Musical pela AIMEC, não era o que a família queria. Preza por água de boa qualidade (não me venha com Crystal), bem como cerveja (não me venha com Skol). Cozinha muito bem e não come animais. Mora no Cubo Mágico, QG de operações localizado em Porto Alegre, mas é mineiro e come pão de queijo enquanto ainda tiver. Torce para o Palmeiras: “Ninguém é perfeito”. Idealizador, fundador, pica das galáxias e rei do universo. Obrigado, de nada.

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