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Ninguém representa melhor uma ANTItese para essa babaquice escrita na revista Veja, mais uma dentre milhões de coisas proferidas por um grupo que se arrasta na lama que criou, que Rihanna. Mulher negra, empoderada, com agência invejável sobre o próprio corpo. Rihanna cruza ruas ditas chiques, ditas “bem frequentadas”, com suas roupas, ou falta delas, e essas pessoas preconceituosas, em geral, que frequentemente hiperssexualizam a mulher negra, são obrigadas a aceitar a presença dela com o que estiver usando, ali, e não na Sapucaí, não no “carnaval GLOBELEZA”, mas no restaurante francês onde se come “do bom e do melhor”. São obrigadas a engolir seco a mulher negra que pintam como ideal quando está quase nua na TV no lugar onde supostamente não deveria estar. Deve ser risível. Uma negra que pode pagar pelo sorriso de todos os brancos e brancas que estão olhando pra ela somados, querendo ser ela, que chegam em casa e ouvem ela (ou no carro mesmo, antes da volta: “Como ela é linda, né?”).

Além disso, Rihanna consegue nos mostrar como o brasileiro é hipócrita e escroto com sua própria cultura, discriminatório. Seus vídeos, assim como outros da cultura hip-hop estadunidense, entregam o que os negros daquele país vivem, assim como o funk carioca faz aqui no Brasil, assim como o pagode faz aqui no Brasil, assim como o samba faz aqui no Brasil, no entanto, nós somos incapazes de reconhecer que a cultura do morro e da favela aqui, que povoa o funk carioca, o rap, e os outros citados, que mostra o tráfico, metralhadoras HKs, maconha, cocaína, sexo exacerbado, hiperssexualização, cerveja, bebida, REALIDADE, é a mesma que vende quentinho na “baladinha top” com RiRi nos vocais e tantas outras/outros. Viralatismo puro. Não me diga que falta qualidade, pois gringo vem aqui e paga pau pras nossas produções. E todas, sem exceção, têm seus problemas. Não deixa de ser cultura, ok? Mas é que tá em inglês, né, não? Os palavrões ficam mais rebuscados! Cultura não é aquilo que você, branco, de apartamento e classe média, que escuta rock (a música duzinteligenti), definiu ser.

E pra dar contorno a tudo isso, hoje, lançamento de Needed Me, é dia 20/4, ou 4/20 nos Estados Unidos, que é o código usado por policiais de lá pra quem é pego com maconha (uso/tráfico):

O vídeo é NSFW!

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