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Sobre esse carnaval com intervenções brancas entre escolas, que conta a história dos negros, mas onde só os brancos podem arcar com as fantasias e os ingressos, que contou com apenas um repórter negro durante os desfiles, e cuja beleza foi há muito arrancada pelo maior conglomerado de mídia desse país, a RGT. Confira esse curto vídeo sobre a história de um sonho destruído pelo racismo de uma população majoritariamente negra, e que foi bancado pela TV que, antes de tudo, lucrou com a popularidade de Nayara Justino.

The Brazilian carnival queen deemed 'too black'

Nayara Justino thought her dreams had come true when she was selected as the Globeleza carnival queen in 2013. But some in Brazil regarded her complexion to be too dark to be an acceptable queen

Publicado por The Guardian em Quarta, 10 de fevereiro de 2016

É vergonhoso que nossa festa/música mais negra seja vista assim mundo afora. Claro, o carnaval tem e sempre teve seus problemas, que também permeiam a mulher negra (hiperssexualização), mas, como esse é um assunto que eu não domino, meu questionamento fica no básico: desde quando perdemos o fio da meada e nos tornamos essa raça que consegue superar índices de discriminação surreais de países como a Rússia? E a resposta é que, possivelmente, faça muito tempo. Certamente isso deva vir de muito antes dos medidores de audiência, dos “reclames do plim plim”, mas preferimos acreditar de forma quase inocente que “o Brasil é o país da diversidade”. E é, mas nós não aceitássemos essa diversidade a não ser quando enchemos o peito pra proferir essa frase.

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