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A Allianz, empresa de seguros mundialmente conhecida, mas que no Brasil só está ficando famosa por agora, graças a compra de direitos de nome do estádio do meu time, o Palmeiras, acaba de fechar uma parceria com o Instituto Ayrton Senna. A página do Instituto no Facebook adianta que a Allianz gerará mais formas de ampliar a ação da ONG na educação pública do país, e cavando um pouco a história descobri que os seguros automotivos da empresa terão repasse para o Instituto. Todo mundo ganha aqui. Recentemente até sugeri, em meu perfil pessoal, que os clubes de futebol que tem investido bastante em programas de sócios torcedores, repassassem um pouco do que ganham neles para a causa, mas duvido que isso um dia aconteça na pátria de chuteiras.

E para iniciar a divulgação dessa parceria, as duas organizações trouxeram um cara que tem uma história com Senna que poucos conhecem a fundo, ele é Érik Comas. Você já deve ter visto, e se não viu precisa ver, um vídeo muito popular onde Senna salva a vida de um piloto durante os treinos do Grande Prêmio da Bélgica, em 1992, ele sai correndo em meio a poeira e fumaça da batida, colocando sua própria vida em risco, pois ele poderia ter sido atropelado, para desligar o motor do carro de Comas e evitar uma explosão. O vídeo pode ser conferido logo abaixo:

Não fosse a velocidade com que Senna atendeu o piloto, o combustível do carro poderia ter pegado fogo e certamente Comas, que estava apagado após o acidente, não estaria vivo para contar história, especialmente se considerarmos que naquela época, apesar de já muito segura, a F1 ainda era carente de diversos dispositivos de segurança dentro das pistas e fora delas. E em 1994, infelizmente, a história se repete no acidente que o mundo conhece como o mais trágico da história do automobilismo. Aquele acidente matou não apenas o melhor piloto de todos os tempos, mas também um dos homens mais sensacionais que já viveram. Senna era um ser humano sensacional, e Comas sabia disso muito bem.

A bandeira vermelha já tremulava por todo circuito, e Comas insistentemente pedia a sua equipe que o liberasse para voltar a pista. Ele precisava retribuir o favor. Ele precisava salvar a vida de Senna. O desespero do piloto era tamanho que a equipe decidiu não mais segurá-lo e ele voltou para o asfalto, e acelerou como nunca, de forma até inconsequente, mas desesperado por ver seu ídolo morrendo ali, impotente, sem poder fazer nada pelo cara que salvou sua vida, e ele pisava cada vez mais fundo no acelerador. Enquanto o socorro era prestado ouvia-se ao fundo o carro de Comas cada vez mais próximo. Ele chegou, parou ali, incrédulo, foi xingado por todas as televisões do mundo, que não entendiam o que ele fazia na pista, o que ele fazia ali, e só 10 anos depois ele acabou explicando seus motivos a uma TV francesa. Aquele foi o último campeonato de F1 para Senna, e também o último campeonato de Comas, que se aposentou por causa do incidente.

Abaixo coloco o vídeo da campanha, que não conta a triste e desnecessária segunda parte da história dos dois pilotos, mas inicia um belo projeto que pode vir a ser muito mais. E incentivo, aqueles que puderem, a contribuir com a instituição que realiza o sonho de Senna (melhorar o país que ele tanto amava, a começar pelas crianças), pois a ONG que leva seu nome é uma das poucas organizações sérias de que dispomos hoje. As doações variam de R$30 a R$90 mensais, ou de R$120 a R$360 em doação única, e para doar você pode clicar AQUI. Agora, se você é cliente Allianz Seguros, procure saber com seu corretor como participar da parceria entre a empresa e a ONG.

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