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Ah, você ainda não foi ver o melhor filme de ação de décadas? Está esperando o que, parar de passar no cinema? Um estimulo a mais para quem gosta de filmes que, além de ação, tenham carros, é o fato de que todos os carros do filme realmente existem, não são CGI, são realmente funcionais e saíram de uma cabeça: Colin Gibson (e das mãos de trocentos de seus mecânicos, é claro). É esse cara quem faz Mad Max deixar comendo poeira qualquer pseudo filme de carro (oi, Velozes e Furiosos, tudo bem?).

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Sim, são pessoas ali nos pêndulos.

Gibson é o designer de produção do filme, já trabalhou com Miller antes em Babe: O Porquinho Atrapalhado (isso mesmo), e sua função aqui foi desenhar e idealizar cada um dos detalhes de cada um dos carros utilizados nas cenas do filme (dentre outras coisas). Estrada da Fúria converge naquilo que muitos filmes já vinham fazendo uso, mas de forma mais completa, os efeitos práticos. Pouquíssimo do filme é digitalizado, e quase nada disso é feito durante as perseguições, explosões, capotamentos, cenas com gangorras, etc., e eu já elogiei aqui o melhor grupamento de dublês que o cinema viu em ação (sem eles tudo seria mais difícil).

O trabalho de Gibson dá asas a louca perseguição que constrói a megalomania cinematográfica de Miller, sem suas criações motorizadas e cultuadas por possuírem os potentes V8, Mad Max perderia um de seus personagens mais importantes (todos os carros), pois sem ele o cenário desértico da Austrália estaria incompleto. Quem pensaria em um Chrysler Valiant Charger munido de esteira e um motor Merlin V8 refrigerado a água? Gibson pensou, e colocou o nome de Peacemaker:

Imortan Joe, uma espécie de rei pós-apocalíptico, pilota o que Gibson chama de “trono” em parte do filme, e esse “trono” é a junção de dois Cadillac Coupe de Villes 1959 governado por dois motores V8. Para dar ritmo ao ataque, Joe tem em meio a seu comboio o ritmista Doof Warrior, que guia as tropas com uma guitarra flamejante, percussionistas incansáveis e um caminhão cravejado de intermináveis caixas de som, o Doof Wagon.

Deve ser mais alto que meu home theater. Acho.

Deve ser mais alto que meu home theater. Acho.

Mas nenhum dos veículos citados (e não citados) tem tanta representatividade quanto The War Rig (foto de capa), um Tatra 815 somado com pedaços de Fusca e Chevy Fleetmaster, que é um cenário a parte dentro do filme, onde, possivelmente, 70% dele foi rodado. Impulsionado por dois motores V8 super charger, o caminhão tanque rasga o deserto fugindo de 88 veículos desenvolvidos para o filme, sendo construídos, no fim, 150 (62 extras caso algum sofresse as consequências dos efeitos práticos antes da hora). Depois de tantos avisos e chamamentos, aqui vai mais um: cuspa gasolina dentro do motor do seu carro e vá correndo para o cinema TESTEMUNHAR o poder do V8! Mas se ainda não está convencido, abaixo consta um vídeo de making of onde um dos entrevistados pelo Jalopnik é o próprio Gibson:

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