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Tava eu aqui preenchendo minha lista de músicas brasileiras, a anti-Colonialistão, e estava procurando entre os/as artistas indicados pelo Spotify para a lista, baseado naquilo que ela já tem, mas resolvi clicar em Liniker e os Caramelows e ver o que de similares lá eu poderia verificar.

Do que me foi indicado na página do grupo estava Lineker, na hora nem notei que ali havia uma letra diferente, pensei apenas que o Spotify havia criado uma página para o trabalho solo de Liniker, e nem iria clicar, mas resolvi ver o que tinha por lá. Ao acessar me dei conta do E depois de dar play em Leite, a música mais tocada:

A bela produção musical do diretor, bailarino, performer e cantor, definitivamente me chamou atenção, mas até aqui eu, que estou afastado da música brasileira contemporânea e procurando reencontrá-la (por isso a lista) achei que tivesse escrito, inclusive, o nome de Liniker errado no post recente que fiz sobre o grupo (que vergonha me bateu na hora). Não, não estava errado, eu estava diante do caso de dois artistas independentes brilhantes com o mesmo nome:

Sobremesa: Remonta: o genial trabalho de Liniker e os Caramelows

Na hora pensei: “Gente, que foda!”, muito ao contrário de achar que isso vá atrapalhar as duas pessoas, acredito que isso possa ser utilizado em favor delas. O vídeo acima, replicado pelo canal Gay1, aborda isso de forma muito sadia, por sinal. Temos mania de criar rixas que não existem, e no cenário independente isso pode matar um trabalho genial logo no início, por que não estarmos satisfeitos de termos dois novos talentos ao invés de jogarmos um contra o outro? Isso é tão babaca e juvenil. Por que não imaginar que esses artistas poderiam no futuro fazer uma turnê conjunta? Ou um trabalho? Seria tão mais amor.

Lineker com E, por sinal, veio antes de Liniker com I (conforme pode ser visto no vídeo acima), mas são nomes, só nomes. Ninguém está aqui querendo pegar carona no sucesso do outro, tá amiguinhos? Contenham-se.

O trabalho de Lineker, além de estar disponível no Spotify, que é base para nossas Jukebox, também está para download gratuito no site oficial do artista. Quem me acompanha por aqui há mais tempo sabe muito bem como eu respeito quem bate de frente com a indústria com atitudes como essa, que priorizam os fãs que vão comparecer fielmente nos shows e não a indústria fonográfica que dá uma fatia mínima da venda de mídia física para quem fez todo trabalho de fato. E Lineker está, também, com várias músicas no Soundcloud, sendo que o EP Verão aparece completinho por lá. E vocês podem acompanhá-lo, também, no Facebook.

Deixo cá uma uma menção para a música Golpe do álbum homônimo Lineker, que trata disso mesmo que você está pensando. Fantástica composição, pra ser lembrada para sempre. Deveria ser mais tocada, é um belo símbolo do que estamos passando no cenário político. Além, é claro, de uma série de músicas que têm uma abordagem de problematização acerca de discriminação, como a fortíssima mensagem LGBTT da bônus Não Recomendado (de Caio Prado, que participa no álbum), que vocês podem escutar na versão acústica e estúdio, mas melhor parar por aqui e não estragar as surpresas, ouçam:

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