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Christopher Nolan é sempre um show a parte, seus filmes são tão impecáveis que chega ser inacreditável que um diretor venha de uma série tão grande de filmes que, se tem defeito, são completamente irrelevantes; a última vez que vi isso foi lá atrás, bem lá atrás, com Steven Spielberg, que fazia chover filmes e séries de excelente qualidade (hoje nem tanto assim). Os filmes de Nolan trazem a mesma ambição à frente de seu tempo que Spielberg trazia com os seus, desafiam estúdios a apostar em ideias complexas que podem não serem aceitas pelo grande público, mas são, vendem, enriquecem. E enriquecem não só o cinema como unidade, mas também o público, que sai das salas inundadas por Nolan deslumbrado.

Com “Intestellar” não será diferente, e o que muitos consideram o novo “Gravity” pode e vai muito além, Nolan sempre vai além, mas é bem provável que toda tecnologia trazida pelo filme passado, que eu considero um dos melhores de todos os tempos, esteja sendo amplamente utilizada neste. “Gravity” possibilitou a existência de muita coisa que antes não era possível (como “Matrix”, como “Avatar”…). Sairemos dos cinemas, mais uma vez, com quase todos os sentidos aguçados, senão todos, por outra obra prima. Que possivelmente entrará pro “hall” desses filmes que marcaram época facilmente.

Quem foi assistir “Gravity”, especialmente em IMAX, sabe muito bem do que eu estou falando, e o anúncio recente dá conta de que várias salas vão receber “Interstellar” sendo rodado em 70mm IMAX, que é a maior qualidade disponível no mercado atualmente, além disso, o filme contará com versões de filme 70mm, filme 35mm, IMAX, digital 4k e digital normal. No site do filme eles explicam as diferenças de cada um desses formatos e como o filme foi gravado (tudo em inglês), por lá você também encontra as salas estadunidenses que vão projetar o filme e em que formato projetarão (vamos esperar que façam isso com o restante do mundo, embora eu ache difícil).

Em suma, o que Nolan nos entregará é um filme que usa e abusa de todos os recursos existentes no cinema, financeiros ou técnicos, e ainda deve revolucionar o cenário por tabela, além de criar uma história que possivelmente ficará marcada pela eternidade da sétima arte. Você pode conferir abaixo o novo e fantástico trailer, que já mostra como serão sensacionais a sonorização de efeitos e trilha, além de um “featurette” com o mágico do cinema novo e Kip Thorne, produtor executivo do filme, que é físico premiado em teorias gravitacionais, tendo ganho a medalha Albert Einstein (ele é especialista em ondas gravitacionais, e sua pesquisa concentrou-se em estrelas relativísticas, buracos negros, buracos de minhoca, deformações em tempo e as já citadas ondas gravitacionais (boa parte disso vai pro filme)). Existem dúvidas quanto a competência e possibilidades que estão por vir com esse trabalho? Eu não as tenho.

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