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Eu vou admitir logo de cara que comecei a assistir Hemlock Grove por causa do cartaz que me chamou muito a atenção.

Hemlock Grove
Wow…

Já que era uma série original do Netflix resolvi dar uma chance para eles e assinei o primeiro mês gratuito de teste (Spoiler alert: Assino até hoje). 😀

Hemlock Grove é uma série de drama/terror repleta de mistérios e acontecimentos sobrenaturais. Tudo começa com o assassinato brutal de uma jovem e a procura do culpado. A medida que a série se desenvolve somos apresentados aos nossos protagonistas e a uma pletora de personagens, cada um com segredos mais sombrios que o outro. Tendo tudo isso como plano de fundo uma pequena cidade na Pennsylvania.

A série foi baseada em um livro homônimo e segue aquela nova tendência de pot-pourri de monstros e criaturas sobrenaturais vivendo como pessoas normais. O grande diferencial, que me cativou e me fez querer assistir todos os episódios compulsivamente, foi a ambientação sinistra e o constate mistério por trás de cada personagem. Não existe uma pessoa “normal” ou que não tenha se envolvido de alguma maneira com o extraordinário em Hemlock Grove. Esses acontecimentos são comuns e sempre envolvidos em mistério que nunca são totalmente explicados. O incomum e o bizarro existem e nunca são totalmente explicados, acontecem nas margens da vida cotidiana, e fica a cargo do espectador interpretar com o próprio conhecimento folclórico esses acontecimentos. Nada durante a série é entregado de mãos beijadas, tudo é carregado de simbologias e significados que, muitas vezes, passam desapercebidos pela maioria pessoas.

Acredito que esse seja um dos principais motivos das críticas negativas que ela recebe por toda internet. Os dois protagonistas desempenham bem seus papeis e entregam uma interpretação muito boa, dando vida a seus personagens. Porém, quem realmente se destaca no papel é a viúva negra/mãe superprotetora Olivia Godfrey (a Jean Grey, digo, Famke Jenssen).

Essa mulher tem algo na maneira de falar e se mover que realmente te força a acreditar que existe um plano sombrio por trás de cada ação e que todos os passos que ela dá são apenas para adiantar essa agenda sinistra. Muitas pessoas falam mal do sotaque forçado usado por ela durante a série, mas a atuação compensa tanto que esse pequeno detalhe passa desapercebido, na minha percepção.

(Olha essa cara! Claramente ela já tem tudo planejado)

Outro aspecto que fez a série ser tão viciante para mim foi a trilha sonora que, ao meu ver, se encaixa perfeitamente na atmosfera criada. Sério mesmo, eu até escuto as músicas no meu dia a dia agora de tão boas que elas são.

Mas nem tudo são flores. Eu falei em Guilty pleasure (prazer culposo) no título desse post pois a série sofre com muitos defeitos que acabam afastando a maioria das pessoas. Alguns diálogos são fracos, algumas cenas previsíveis e o tema todo é meio True Blood. Claro, a transformação do lobisomem é uma das melhores/mais bizarras que eu já vi na minha vida, porém o resto da série não mantem esse mesmo padrão de qualidade. Nesse momento eu vejo que o fato de ela ser disponibilizada pelo Netflix é uma das suas maiores vantagens. As perguntas que ficam se amontoando e o enredo que fica cada vez mais denso te forçam a  assistir o próximo episódio. O clima constantemente sinistro também começa a te arrastar para dentro desse mundo, te fazendo procurar respostas ou até mesmo novas perguntas. O termo para esse padrão de consumo se chama “binge-watching” ou “só mais um episódio, o próximo vai ser o último, eu juro”. O Netflix é perfeito para isso, tudo que você precisa fazer é clicar um botão e a próxima sessão “mistérios e perguntas” está ali (Não precisa nem clicar! Em 15 segundos ele começa sozinho e não existem Deuses suficientes no Valhalla para fazer tu interromper aquela contagem regressiva!!!).

Conclusão: Hemlock Grove é uma ótima série para quem gosta de um clima sinistro e histórias sobrenaturais que se beneficia imensamente da sua maneira de distribuição.

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