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Em sua recente reunião de acionistas, a empresa de seriados de inquestionável qualidade e uma das lideres de mercado no cinema, anunciou que vai passar a vender seu serviço de VOD (Video on Demand) em separado. No momento o assinante só pode ter o VOD da empresa atrelado ao serviço de TV a cabo, ou só o serviço de TV, e eu confesso que nunca entendi isso, já que não tenho interesse em TV, mas sempre quis assinar HBO.

O fator Netflix:

A maior contribuição para tal acontecimento vem da Netflix, além da explosão de outros milhares de serviços de VOD com qualidade (alguns, inclusive, gratuitos). Além disso foi constatado que o número de assinantes de “streaming” da empresa estagnou e tende a cair, rendendo muito aquém do esperado.

Como já disse mil vezes: a Netflix não vai parar de crescer, nem vai deixar que alguém interrompa esse crescimento, e já atingiu boa parte de todos os feitos da HBO, com a diferença de ter 17 anos de idade, contra os quase 42 da citada empresa.

Além disso, o serviço mais popular de VOD do mundo já afundou quem não evoluiu, como a Blockbuster, e agora está entrando em mais um nicho de mercado, produzindo o filme “O Tigre e o Dragão 2”, sua primeira produção cinematográfica, iniciando com um produto que tem tudo para ser um sucesso em diversos países. O filme tem estréia prevista já para 2015, a Netflix é rápida na tomada de decisões e quem não acompanha isso acaba afundando.

Eu duvido muito que um dia a HBO afunde, mas tinha quem pensanetflixsse o mesmo sobre uma produtora mundialmente conhecida, MGM, que declarou falência, teve que pedir dinheiro emprestado, e agora está tentando juntar os próprios cacos numa evolução mais do que tardia. Claro, os casos se diferem, e a HBO não entrou no comodismo da MGM, pois ainda tem ideias geniais e inovadoras, mas precisa acordar pra alguns detalhes, e que bom que já começou a fazer isso.

“It is time to remove all barriers to those who want HBO. So, in 2015, we will launch a stand-alone, over-the-top, HBO service in the United States. We will work with our current partners. And, we will explore models with new partners. All in, there are 80 million homes that do not have HBO and we will use all means at our disposal to go after them”, disse o CEO Richar Pepler.

 

Só nos Estados Unidos? Puq fas içu?

No “quote” acima vocês podem notar, mesmo não manjando muito de inglês, que o cara reconheceu o óbvio (e esse óbvio se chama Netflix), mas fora isso ele menciona apenas os Estados Unidos, infelizmente, pra nós que não somos de lá. De qualquer forma tudo sempre começa por lá, os Estados Unidos são o termômetro da maior parte dos produtos, sua série preferida foi cancelada? Culpe os estadunidenses que não gostaram tanto assim dela.

Espero que o novo produto seja aplicado com sucesso e rapidamente expanda para além das fronteiras do “Tio Sam”, porque eu certamente gostaria de assiná-lo, especialmente por causa de “Game of Thrones”, podendo assistir na hora, com qualidade de áudio e vídeo, legendas adequadas, e sem precisar baixar/piratear. E essa é mais uma vantagem da expansão do VOD, oferecer qualidade, preço baixo, e, consequentemente, reduzir a pirataria.

A pirataria:

Sou a favor da pirataria por motivos de “pagamos alto demais para o que é, e muitas vezes pagamos só por comerciais e/ou coisas repetidas mil vezes”, o serviço da TV a cabo, independente do local de origem, é porco. Aqui no Brasil é ainda pior, pois enfiam trocentas horas de comercial no meio de tudo que se assiste (o que já é errado, pois não pagamos pra ver comerciais).

piratariaMas, mesmo sendo a favor, estou sempre disposto a pagar por um produto que me ofereça qualidade, sendo que o método VOD ainda tem a vantagem de trazer produtos que dificilmente sairão por aqui, seja em cinema, seja em TV. E considerando que GoT é o produto mais pirateado de todos os tempos, está mais do que na hora da HBO mudar sua visão de mercado (aumentando o lucro do seriado mais rentável da atualidade).

 

Os métodos:

A HBO já tem um sistema pronto, que eu confesso não conhecer, mas acredito que se assemelhe ao da Netflix, mas ele pode vir a mudar, sendo que as duas ideias que fogem do método da Netflix não me agradam. Um deles é usar parceiros para comercializar os produtos, vendendo em separado, sem uma quantia fixa mensal (você teria que comprar episódio por episódio de uma série, por exemplo), outro é “streamar” os canais online, usando os meios de TV a cabo já existentes, e agregando eles a internet (pra mim dá na mesma, não inova e não faz diferença). É, acima de tudo, uma excelente notícia, vamos acompanhar e espero que eles escolham a melhor opção.

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