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Nesse mês de setembro, comemoramos nosso primeiro aniversário de LOFT55. Foi no dia 15 de setembro de 2014 que publicamos o artigo A mensagem, que conta resumidamente a história do Loft de David Mancuso e os ideais de democracia, união e contracultura que nasceram junto à dance music. O texto virou espécie de missão-visão-e-valores nosso, e estava no ar um novo canal brasileiro para fomentar a cultura de pista. Nesse um ano, por ser um projeto independente, é natural que o site não tenha uma grande estrutura com uma equipe profissional por trás, mas como idealizador e editor do site, posso dizer que estou satisfeito até aqui.

A repercussão, entre o pequeno público que nos lê, é sempre muito positiva, e vejo que a nossa principal proposta tem se realizado: estamos, de alguma forma, somando à cena — não nacional, como é nosso objetivo, mas ao menos em Porto Alegre e em parte do Rio Grande do Sul. Temos contado um pouco da história da cultura DJ [algo ao mesmo tempo fundamental e deficiente entre os profissionais do ramo no nosso País] e abordado diversos nichos e vertentes da música de pista, de house techno ao rap e future beats. Nosso carro-chefe, as entrevistas semanais, sempre densas em conteúdo, têm se provado bem-sucedidas, contrariando o zeitgeist que clama por textos mais sucintos.

E foi justamente a partir de uma dessas que comemoramos nosso aniversário, em um papo exclusivo de duas partes com o DJ-jornalista Camilo Rocha — uma referência quase unânime quando falamos em dance music no Brasil. O Camilo foi escolhido por ser um nome-chave, admirado por todos os nichos entre o espectro underground–mainstream e referência pela sua cobertura jornalística da cultura de pista, tendo passado por veículos como a revista Bizz [onde explodiu], BBCRolling StoneHouse MagFolha de São Paulo e Estadão. Depois de anos de Rraurl — site essencial para a história clubber brasileira, fundado em parceria com Gaia Passarelli e Gil Barbara —, vinha fazendo um trabalho despretensioso, mas igualmente importante no seu blog Bate-Estaca, que foi uma das minhas grandes inspirações quando comecei a ler sobre música eletrônica. A partir de muito embasamento e know-how, seus artigos eram repletos de história e posicionamentos políticos.

Na “parte I” desse nosso papo, focamos na vida e carreira do Camilo, e ele aproveitou pra anunciar duas novidades; já a segunda parte foi mais voltada às suas opiniões sobre os cenários regionais da música de pista, a importância dos rótulos musicais“DJs de verdade” versus “sound colocators” e o Batalha de DJs, reality show de 2013 em que participou como jurado/treinador ao lado do Maestro Billy. Ao final, o cara elencou cinco filmes e cinco livros essenciais sobre a cultura DJ, fechando uma leitura interessantíssima para quem quer se aprofundar sobre o tema.

No mais, seguimos trabalhando firme e forte, para termos um segundo ano de LOFT55 maior e recheado de novidades. Fiquem ligados! 😉

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