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Em um tempo que buscamos a igualdade social, aproveitando o momento propício da economia e o aumento do poder aquisitivo dos mais pobres, surgem os separatistas sociais com sua xenofobia descarada. “Senhores de engenho” que querem distância de pobre, pois suas “aldeias já beiram o muros dos grandes feudos”.

Quando pobre é bem de vida, o pobre podendo comprar o básico sem mendigar ou sem ter que aceitar subempregos para se manter, este pobre vira uma ameaça, pois aquele local, antes exclusivo para um minoria, torna-se acessível para muitos. Isso incomoda, pois muitas vezes, este mesmo pobre, tem o dinheiro para acessar mas não os modos e as etiquetas da fina sociedade patriarcal supérflua.

A cidade de Carlos Barbosa, aqui  no Rio Grande do Sul é um exemplo desse tipo de ascensão social, pois seu Índice de Desenvolvimento Socioeconômico é o 1° do estado, e isso é em grande parte conquista do povo de lá, mas o Sr. Prefeito achou que tinha o direito de tomar para si toda a glória, dizendo que não quer uma “Infestação de baianos e goianos, pois traria fome“.

Alguém precisa dizer a este senhor que o que acontece com a cidade dele é graças à população, não à xenofobia dele. E ainda que aquilo é uma cidade, não um feudo murado. Todo cidadão que mudar para lá, terá que pagar os impostos e todo o custo que ela exige. Grandes centros urbanos evoluíram graças a migrações e a disponibilidade de mão de obra.

Talvez Carlos Barbosa, na visão torpe dele, precise ser murada, para que deixamos os pobres fedorentos para o lado de fora e assim evitaremos esta epidemia.

Aqui em Porto Alegre, temos o bairro que serviu de higienização da cidade a algumas décadas atrás, e de certa forma ainda é um local por muitas vezes esquecido pelo poder público por não ser uma “região nobre da cidade”, conforme já falado pelo Marcelo.

Acompanhamento recomendado: Regiões Nobres da Cidade

O bairro Restinga é uma cidade dentro da cidade, mas é longe do centro comercial, pelo menos 20 km. Regiões mais perto são repletas de condomínios cercados e vigiados 24 horas, verdadeiros bairros com toda infraestrutura necessária.

O modelo “condomínio” de bairro é uma consequência desse esquecimento do poder público com as regiões mais pobres, pois os ricos sentem-se ameaçados por estas pessoas, criando um modo de mantê-las longe de suas casas chiques o máximo possível. Mas há uma “ironia” aqui, pois estes mesmos condomínios são agraciados com uma infra externa aos muros exemplar, para que a classe média alta possa ir e voltar de seu trabalho sem problemas, inclusive tem um exemplo no post do Marcelo de uma estrada nova, com ciclovia e paradas de ônibus modernas onde nem ônibus passa.

Portanto, me sinto triste em perceber que vivemos um tempo de mudança, mas também de segregação. O pobre que não é mais tão pobre assim, e acaba tendo que lutar para seu sustento e o direito de provar que seu dinheiro e dignidade é equivalente a de qualquer pessoa, independente da classe social.

 

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