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Fala pessoal, para estréia do “Fast Food Entrevista” resolvemos que seria ideal abrir com chave de ouro (que vale mais do que dinheiro) e eu não consegui pensar em pessoa melhor para entrevistar que meu amigo Thiago Bertoni, pelo qual tenho profunda admiração.

Bertoni, como eu, é natural de Ituiutaba-MG, um buraquinho de mundo que vez ou outra resolve desovar alguns talentos por aí, ele é, com certeza, um desses talentos. Conheci o rapaz faz tempo, mas na época não fazia ideia de seus dotes artísticos e apenas nos reuníamos para consumo de substâncias entorpecentes, em sua maioria álcool; além de curtir muito rock e dar boas risadas. Nostalgia.

Depois de muito tempo, já em Porto Alegre e com o advento do Facebook, reencontrei Bertoni e descobri a sua arte; fantástico! Meu fanatismo e admiração foram automáticos, por isso e por ele ser realmente foda, quis que ele fosse o primeiro de muitos talentos que por aqui passarão.

É possível que você já tenha visto algum trabalho dele pipocando pelas internets, abaixo nossa divertida entrevista e uma galeria com um pouco de seu trabalho.

 

FastFood: O que tu queria ser quando era apenas um moleque ranhento e como descobriu que teu caminho era a arte? Alguém te influenciou? Algum Artista?

Quando eu era moleque eu queria ser eletricista como o meu pai, no entanto a arte sempre esteve presente, minha mãe tinha um caderno de cópias de desenhos que ela usava de molde para bordar fraldas, eu comecei copiando estes desenhos, depois passei para os cartoons da TV e mais tarde para o Mangá. O Akira Toryama, autor de Dragon Ball, me influenciou bastante nessa época. Muito da arte dele ainda está diluída no meu estilo.

FastFood: Sei que tu também trabalha com cartoons, tirinhas para ser mais especifico, e outras coisas mais, mas teu foco são as caricas, porque escolheu essa vertente?

As tirinhas exigem uma interação muito sutil entre texto e desenho pra terem sentido e graça, eu tenho um texto razoavelmente bem humorado e um desenho bom, mas nunca consegui torná-los complementares. As poucas tirinhas que fiz não tiveram muito sucesso, suspeito que a maioria delas sequer foi entendida.
Escolhi a caricatura por que sou incompetente, inseguro, ou preguiçoso, pra me dedicar a qualquer outra área da arte

FastFood: Sobre os cartoons: tu tens algum projeto dedicado a isso, tem alguma revistinha escondida, alguma história linear, ou algum personagem sendo desenvolvido?

Eu tenho muitas ideias arquivadas, mas acredito que só as levaria adiante em parceria com outro artista, alguém capaz de criar textos enxutos e que fossem fáceis de ilustrar.

FastFood: Qual tu acha que foi teu trabalho de maior repercussão?

Uma caricatura do Ziraldo que ficou entre as 10 finalistas em um salão de humor em Caratinga.

FastFood: Se tu tivesse que escolher um “amor” dentre os teus trabalhos, qual deles seria?

Tenho três, ou quatro, “xodós”, gosto muito de um Elvis Presley que fiz, um Baden Powell que nunca terminei direito, um Adoniran antigo, um Gandhi mais simplista… Cada uma dessas é a minha preferida em algum momento.

FastFood: Atualmente tu vive disso, consegue tirar alguma grana?

O bastante pra poder passar fome sem morrer.

FastFood: O que tu acha que deve ser feito para que artistas independentes não sejam consumidos por grandes conglomerados e esquecidos no tempo? Como dar mais chances? Como mudar a situação? Como não depender de QI?

Eu não saberia responder de maneira objetiva essas questões por que ser um artista independente e reconhecido na caricatura, é mais fácil do que ser um artista independente e reconhecido em outras áreas; é mais fácil talvez por que a caricatura exige mais originalidade que criatividade, basicamente só é preciso encontrar uma maneira original de recriar algo que já existe e se um caricaturista trabalhar duro neste sentido, fizer do seu trabalho algo de notável originalidade e qualidade, é bem provável que as chances apareçam.

O que ferra com a vida do caricaturista independente são os baixos valores oferecidos pelo trabalho, o que leva muita artista a abandonar a carreira e se dedicar a algo mais rentável. E, sinceramente, não sei como vamos mudar isto.

FastFood: Tu te sente realizado com teu trabalho, ou tu é do tipo perfeccionista, que nunca está satisfeito?

Eu acho que meu trabalho poderá ser muito bom no futuro, mas no momento acredito ser o pior dos bons caricaturistas. Mas não sou necessariamente perfeccionista, muitas vezes gosto mais de um rascunho bobo que fiz do que de qualquer outra caricatura detalhista e cheia de firula que eu tenha feito.

FastFood: Qual teu maior sonho dentro da carreira artística?

Conseguir espaço como caricaturistas em alguma publicação de grande tiragem.

FastFood: Qualé teu filme favorito e por quê?

O Fabuloso destino de Amélie Poulain, é um filme genial que captura detalhes  da natureza humana, os pequenos prazeres e grandes angústias, de maneira ímpar.
Sem falar da trilha sonora incrível Yann Tiersen.
É, com certeza, o meu filme favorito.

FastFood: Qual teu seriado favorito e por quê?

Eu não acompanho fielmente nenhum seriado, mas sempre que posso assisto Friends, me identifico com aquela frustração cafona de classe média, é uma boa oportunidade pra rir do próprio ridículo.

FastFood: Banda favorita? Não pode ser a tua e eu to ligado que tu canta bem.

Hahahaha! Não seria nunca qualquer banda em que eu já tenha tocado!
A melhor banda que já existiu e por coincidência minha banda favorita são os Beatles.

FastFood: O que mais te irrita atualmente na sociedade?

Os discursos de ódio de qualquer natureza.

FastFood: Qual teu programa cultural favorito?

Se ficar lendo um livro em casa contar como programa cultural, então esse é o meu programa cultural favorito…
Mas eu gostaria de ter mais oportunidades de ir ao teatro. No futuro ir ao teatro poderá ser o meu programa cultural favorito.

FastFood: Mudando de pau pra cacete, qual Fast Food tu mais gosta?

Eu sou mais do estilo street food e qualquer lanchinho barato e abundante já serve.

FastFood: Sabe alguma receita de Fast Food? Pode ser um que tu mesmo tenha inventado.

Minha especialidade é o pão com ovo. Sou uma negação total na cozinha, mas por pura preguiça, por que gosto da ideia de cozinhar.

 

 

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Sobre o Atendente

Editor chefe, administrador, fotógrafo, criativo, mediador do #FFCBoteco, cozinheiro no #FFCNaCozinha e fundador
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Militância pé na porta! "Às vezes está louco na problematização". Cru. Somente a verdade, nada mais que a verdade. Já foi ignorante e às vezes pensa que é inteligente. Viciado em: consumir informação, alguns jogos, música e sexo. Preza por água de boa qualidade (não me venha com Crystal), bem como cerveja (não me venha com Skol). Cozinha muito bem e não come animais. Mora no Cubo Mágico, QG de operações localizado em Porto Alegre, mas é mineiro e come pão de queijo enquanto ainda tiver. Torce para o Palmeiras: "Ninguém é perfeito". Idealizador, fundador, pica das galáxias e rei do universo. Obrigado, de nada.

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