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Então, o que não falta é história pra contar nesse mundo e há uma série de bons roteiristas escrevendo por aí e querendo ter seus nomes revelados, mas ao que parece a indústria cinematográfica e televisiva não está muito interessada em sair da zona de conforto e quer repetir algumas fórmulas de sucesso. Já tivemos remakes de Karatê Kid, já tivemos Footloose, que definitivamente não dariam certo, e outros que poderiam ter dado certo e não deram, como O Vingador do Futuro e Robocop. Há, claro, sucessos como Jurassic World, os novos Star Wars (que não são bem remakes), Star Trek e Godzilla, mas são casos de séries que não morrem com o tempo, só precisam de um cuidado maior e uma leve renovada.

Já em alguns casos, a insistência em repetir histórias beira o desespero, tanto que a maioria dos filmes acabam por não fazer sucesso e dão prejuízo. Algumas histórias já não fazem mais sentido pra maioria do público e é o caso dos citados Karatê Kid e Footloose, e é o caso, também, de Dirty Dancing.

E me questiono: pra que mexer num filme cujo protagonista faleceu tão cedo e depois de tanto sofrimento? Pra homenagear? Meu cu. Patrick Swayze era dançarino clássico, compositor e cantor. Uma das músicas da trilha do filme era sua e já foi cantada e dançada em vários desses programas de talento que ainda existem na televisão:

Acho arriscado, também, que uma atriz com carreira em ascensão, como Abigail Breslin, não observe quão problemático pode ser tocar em Dirty Dancing para ela (sempre sobra pra mulher). A atuação de Jennifer Grey, ícone dos anos 80, é absolutamente marcante no filme, possivelmente mais do que Swayze, pois ela é a personagem principal do filme (muito embora possivelmente tenha recebido menos que ele para trabalhar, não é mesmo?). Já vi muita gente perder oportunidade depois de um trabalho fracassado.

Dirty Dancing é um daqueles filmes que não se deve encostar nem ao menos pensando em vender BluRay, acredito que sua história não caiba para o público novo e que o público antigo não queira ver sua imagem manchada. Temos outras histórias para contar e outros talentos para valorizar. Dirty Dancing, aquele de 1987, é atemporal, e não precisa de uma nova versão:

 

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Sobre o Atendente

Editor chefe, administrador, fotógrafo, criativo, mediador do #FFCBoteco, cozinheiro no #FFCNaCozinha e fundador
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Militância pé na porta! "Às vezes está louco na problematização". Cru. Somente a verdade, nada mais que a verdade. Já foi ignorante e às vezes pensa que é inteligente. Viciado em: consumir informação, alguns jogos, música e sexo. Preza por água de boa qualidade (não me venha com Crystal), bem como cerveja (não me venha com Skol). Cozinha muito bem e não come animais. Mora no Cubo Mágico, QG de operações localizado em Porto Alegre, mas é mineiro e come pão de queijo enquanto ainda tiver. Torce para o Palmeiras: "Ninguém é perfeito". Idealizador, fundador, pica das galáxias e rei do universo. Obrigado, de nada.

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