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Uma campanha sensacional da Tender Education and Arts foi o que me abriu os olhos para algo que estava ali o tempo todo, mas eu nunca tinha reparado. A violência doméstica é constante e assola todos os cantos do mundo diariamente, mas em dias de derrota no futebol ela se intensifica, o que na verdade faz bastante sentido, pois se o cara é ignorante o suficiente para agredir sua família em dias normais, imagine em dias que o time do macho alfa perde um jogo.

Na campanha dados dão conta de que a violência doméstica na Inglaterra aumenta em 38% em caso de derrota da seleção de futebol local, e aqui estamos falando apenas da seleção, desconsiderando times de futebol e também outros esportes. E ontem, com a derrota gritante da seleção brasileira, o que será que ocorreu por aqui? Qual foi a porcentagem acrescida na já constante violência?

Não precisou muito para achar pela internet atitudes que davam conta de que os fatos exemplificados pela campanha inglesa se estendem além mar. E você pode achar que são apenas piadas o que eu trago por aqui, mas o simbolismo das coisas, meus amigos, é bem efetivo. A violência está aí, é alarmante, e é veiculada como “CRISE FAMILIAR”/PIADA no maior site de notícias do país, o G1.

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Em outro exemplo, a página do “desimpedidos” faz piada com a Lei Maria da Penha, de novo relacionando a “surra” no futebol com uma agressão sofrida por uma mulher dentro de sua própria casa. São “piadinhas” “inocentes” como essas que nós procuramos não fazer por aqui e nem autorizamos que sejam feitas nos comentários. São elas que banalizam algo que não é normal, como a violência de gênero. E o simbolismo delas tem sim um peso absurdo em situações que são vividas todos os dias, e ajudar a mudar isso deveria ser trabalho de todo e qualquer comunicador social/formador de opinião.

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A verdade é que ontem a chuva de preconceito foi tão grande que eu poderia ocupar um dia inteiro com posts sobre racismo, homofobia, transfobia… Na realidade eu nunca mais terminaria, um dia seria pouco. Se isso é piada, minha gente, eu prefiro ser chato e nunca mais sorrir. E dou meus parabéns para quem se manifestou contra, como as pessoas abaixo:

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