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Rocky, de 1976, é um filme absolutamente incontestável e impressionante, com um reconhecimento e alcance mundial que poucos filmes tem. Basicamente logo após ter saído dos filmes pornôs softcore, Stallone escreveu uma história memorável e criou personagens tão grandes quanto os próprios desportistas do boxe, Rocky sempre pareceu tão real e palpável que quando criança eu pensava que todo aquele universo era veridico, que tanto ele, quanto Creed (pai), quanto Drago (interpretado por Dolph Lundgren no quarto filme), eram boxeadores de verdade e não apenas atores. E mesmo hoje, quase 40 anos depois do primeiro filme, Rocky soa maior que muitos lutadores de boxe que percorreram os ringues do mundo todo. Quem é Floyd Mayweather perto dele?

Naquela altura, “estranhamente”, o ex-ator pornô era um invasor no mundo “requintado” do cinema, em meio ao suprassumo da sociedade, Stallone era apenas a terceira pessoa a concorrer simultaneamente aos Oscars de melhor ator e melhor roteirista. Nada mal para um “pervertido”, não? Mas infelizmente ele não ganhou nenhum dos dois prêmios que concorria no Oscar de 1977, e, na minha opinião, a perda do de roteirista foi um tanto injusta, já no de ator o páreo era mais duro. De qualquer forma, o filho do Garanhão Italiano levou 3 Oscars: melhor filme, melhor direção e melhor edição, todavia o feito poderia ser ainda maior, já que além dos já citados roteirista/ator, Rocky também concorria nas categorias: melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor ator coadjuvante, melhor som e melhor música original. Todos os 10 passíveis de premiação, todos os 10 passíveis de contestação ainda hoje por não terem levado. Stallone estar sentado ali, no meio de toda aquela pompa, era uma afronta muito grande.

Agora, em meio a essa explosão de universos que estão sendo construídos a partir do zero ou de produtos já existentes no mercado cinematográfico, os personagens desenvolvidos por ele ressurgem e com direito a participação do ator que eternizou o boxe nos cinemas. Rocky vai ajudar a treinar o filho de seu maior desafiante e melhor amigo, Apollo Creed, e o excelente ator Michael B. Jordan está escalado para o papel. Ryan Coogler, que já trabalhou com Jordan no elogiado Fruitvale Station: A Última Parada, escreve e dirige o filme (coisa que ele também fez em Fruitvale). Sendo assim, a possibilidade de termos um ótimo filme é grande, mas me pergunto se hoje em dia, nas camadas mais baixas da sociedade, a massa, o boxe ainda é popular, e me lembro do que disse lá no início: estamos falando de Rocky Balboa e não de Mayweathers da vida.

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