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E no fim, para muitos, o país realizou a melhor Copa de todos os tempos. Imagine se houvesse empenho para fazer dela um evento não só para turista ver. Imagine se a Copa fosse muito mais do que apenas um evento. Imagine se a Copa tivesse sido realmente um legado, coisa que esteve longe de ser.

Como evento foi muito bem organizado, graças a massiva presença da violenta policia e do exército (que já sumiu das ruas e não mais faz “nossa” segurança), e também a educação do brasileiro (sim ela existe), que soube definir que o turista não tinha culpa daquilo que estávamos passando. Como evento, a Copa foi excepcional.

Empatou com a da França no número de gols, foi a que mais teve prorrogações e uma quantidade infindável de partidas terminando nos pênaltis, ou seja, bastante emoção, estreou tecnologias novas, pela primeira vez o spray brasileiro de demarcação de barreiras foi utilizado, as Fan Fest foram muito bem organizadas, e as pessoas extremamente bem recebidas/guiadas.

Era de se esperar. Jamais poderia ter sido diferente. Tá, poderia ter sido diferente se o número de turistas fosse o esperado, coisa que não aconteceu, já que ficou bem abaixo.

Só acho que a maioria dos brasileiros não tinha nada contra a Copa em si, na verdade os brasileiros tinham algo contra a ingerência de recursos. Pois se temos capacidade para gerenciar um evento desse porte, por que estamos tão mal nas coisas que realmente importam?

Aqui só se importam com os índices econômicos, o resto que se exploda. E é interessante notar que a Copa nem trouxe lucro, como já haviam dito que ocorreria, ela mais levou do que trouxe. O comércio teve prejuízo nos mais diversos setores. E o que sobrou foram os estádio, que nem de longe são hospitais (oi, Ronaldo, tudo bem?).

O que faremos com esses estádios? Continuaremos assistindo o futebol que sempre assistimos, e o resto, bom, o resto continua na mesma. Seria tão bom poder gostar do nosso país da mesma forma que uma pessoa que passou por aqui fazendo festa, por no máximo 30 dias, gosta. E não me leve a mal, eu amo o Brasil e muita coisa por aqui, mas nós poderíamos ser muito mais que estádios.

Além disso, é engraçado notar que nós esperávamos de um evento algo que nós deveríamos ter sem a necessidade de que ele ocorresse: hospitais bem preparados para receber qualquer pessoa, transporte funcional e de boa qualidade, melhores politicas de mobilidade pública, uma melhor educação para que, por exemplo, todos nós soubéssemos nos comunicar com os turistas em inglês… É tanta coisa que chove no molhado. É tanto imposto que vai pro ralo.

Às vezes é desanimador. Mas não podemos desistir de tentar mudar.

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