Esse prato não sairia do forno sem o financiamento de: Tiago Pariz Almeida!
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Mais uma idiotice sem tamanho no mercado, Cinemark e Regal, duas das maiores cadeias de cinema do mundo, deram inicio a um boicote em filmes que sejam lançados simultaneamente nos cinemas e em VOD (Video on Demand), o maior “culpado” disso é o “monstro engolidor de empresas” chamado Netflix. O que esses senhores, que parecem ter chegado de “DeLorean” hoje, vindos do passado, não entendem, é que os públicos são diferentes, que o mercado mudou, e que é preciso se adaptar a ele. Ou eles fazem isso, ou o tiro pode sair pela culatra.

Lembra do Napster? Lembra como o Metallica teve que voltar atrás e reconhecer que falou uma grande bobagem sobre um futuro que estava sendo anunciado? Lembra da Blockbuster? Quem se lembra da Blockbuster? A locadora que financiou inúmeros projetos morreu no tempo, se afundou sozinha, não foi a Netflix que destruiu a locadora mais famosa do mundo, foi ela mesma, foi o comodismo, foi a soberba. A Netflix, e qualquer outro meio de VOD, vieram pra ficar. Lutar contra isso é pedir para ter uma morte certa, mesmo que lenta.

Essa luta, ao contrário da que as locadoras como a Blockbuster poderiam ter travado, é ainda mais inútil, porque ela não requer modernização, ela não requer que se abandone a estagnação, ela não requer que se modernize todo um sistema… Ela só requer inteligência. A Blockbuster e outras locadoras estão falindo porque a Netflix, e outros meios de VOD, são a nova locadora. Ninguém está interessado em sair de casa para pegar uma mídia, qualquer que seja, pagar um tufo, e correr o risco de ela não funcionar adequadamente. Os VOD te poupam tempo, despejam qualidade e cobram pouco.

Essa luta dos cinemas é mais um indicativo de que a industria carece de gente inteligente/inovadora gerindo toda a parafernália; o cinema, como meio físico e diferenciado, não é, de nenhuma forma, ameaçado pelo VOD, e deveria trabalhar associado a isso, fechar parceria, pensar além, ao invés de boicotar. O público do cinema não é o mesmo do VOD, nem o do VOD é o mesmo do cinema, e,  no máximo, o público é dos dois. Só quem perde aqui é o cinema, de um modo mais amplo, e também o público (que é quem sustenta essa merda). Ademais, as produtoras também tem muito a lucrar com isso, haja vista que o lançamento simultâneo sanaria em grande parte o problema da pirataria (da qual sou a favor). E segue: não é porque baixo filmes que não vou ao cinema, não porque tenho Netflix que não vou ao cinema, não é porque eu faço isso tudo que não vou colecionar mídia física…

A Netflix não vai recuar, tem força para não recuar, muito mais que os cinemas que não tem público fixo como eles e que vem encarecendo cada dia mais e entregando salas porcas aos seus consumidores em vários locais (bem como um número limitado de filmes na maior parte dos locais). É mais um episódio em que a qualidade, preço baixo e excelente atendimento, vencem de longe a mesmice. É bom que o cinema saia da posição de conforto, pois no fim acabam por sobrar poucos, já que a Netflix derruba qualquer um que estiver em seu caminho. Não só a Netflix, claro, não só os outros, mas sim a modernização, a evolução. O VOD veio pra ficar, e é bom que o restante da industria se adapte a ele.

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