Esse prato não sairia do forno sem o financiamento de: Tiago Pariz Almeida!
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Cultura, essa coisa linda que não vive só nas comidas, museus, praias e esculturas da Europa, ela habita, também, nosso país, nossas cidades, nosso povo, e precisa ser propagada, cada vez mais. Em tempos onde chacinas ocorrem na terra do Tio Sam, lugar onde fundamentalistas e extremistas andam soltos e bradam seu ódio sem nenhum impedimento, por aqui temos comoção com a situação e não poderia ser diferente. Comoção advinda de um país tão fundamentalista e cheio de extremistas armamentistas quanto, Brasil, o lugar que mais mata LGBTT no mundo, o país que mais assassina a população trans no planeta, o país que mais mata negros na Terra. Comoção, a nossa deveria ser diária, nossas bandeiras multicoloridas deveriam estar hasteadas a meio mastro e estampadas no perfil pela eternidade, ou até que se tome algum providência efetiva. A luta aqui é constante e nossos governantes só prometem.

Além disso, se o recorte da negritude cabe, por exemplo, no movimento feminista, se cabe em qualquer lugar, se temos que explicar diariamente e quase desenhar pras pessoas o que é segregação racial e o porquê, por exemplo, de as cotas serem importantes, imagine isso dentro do movimento LGBTT, imagine o que passa uma travesti negra. Pra citar: se uma mulher negra é marginalizada, se ganha menos que a branca, se é hiperssexualizada, esse viés extrapola tudo quando essa mulher passa a ser lésbica, ou trans, imagine então um homem trans negro, sendo o homem negro sempre estereotipado como exemplo de virilidade.

É nesse ritmo de discussão mais do que necessária para conscientização muitas vezes invisibilizada em outros tantos eventos, que convido vocês para este que está sendo realizado pelo CRDH (Centro de Referência em Direitos Humanos, Relações de Gênero, Diversidade Sexual e Raça): 3ª Exibição Ciclo de Cinema: Desafios da Negritude no Século XXI – Os não-lugares da negritude LGBTT. O ciclo trará filmes e documentários acompanhados de rodas de conversas com nomes de referências no combate ao racismo, tanto na militância, quanto na academia.

Quando?

Sexta 17/06 das 18 às 21h.

Onde?

Casa de Cultura Mário Quintana – Porto Alegre/RS – Andradas 736.

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