Esse prato não sairia do forno sem o financiamento de: Tiago Pariz Almeida!
Quer ver seu nome aqui? CLIQUE e saiba como.


Já falei muito aqui sobre preconceito musical e como esse preconceito carrega tantos outros que pregamos diariamente, quase sempre dirigindo minha palavra aos metaleiros e rockeiros, que, geralmente, se acham seres superiores por ouvirem o que ouvem, mesmo que o conteúdo das letras, na maioria das vezes em inglês, seja uma bosta. Contrariando o usual, hoje vou defendê-los, ou parte deles.

Cantores ou curtidores de black metal, thrash metal, death metal, doom metal, industrial metal, e suas variantes, sofrem preconceito até mesmo de seus pares, os vocais rasgados ou guturais, muitas vezes ininteligíveis, são motivos de critica por parte de outros grupos de metaleiros e também de rockeiros, se é “coisa do diabo” ou não, independe, é a falta de conhecimento acerca da técnica que impera. A velha mania de taxar de ruim aquilo que não gostamos, ou que não procuramos conhecer. Como a criança que nunca comeu determinada verdura ou legume e o acha ruim mesmo assim.

Se esse preconceito existe dentro do cenário do metal com essas pessoas, imagine entre pessoas que não estão habituadas com o estilo. O agravante aqui é que se trata de um programa onde supostamente as pessoas que julgam os participantes devem avaliar suas qualidades independente de gostos pessoais, o que, no caso, não acontece. Amanda vai do êxtase, por saber que uma música que gosta será cantada, ao espanto, quando se depara com uma interpretação não tão fofinha de Let it Go.

Eu, particularmente, não achei a interpretação do rapaz lá grandes coisas em boa parte da música, mas não por ele ter “estragado” ela, e sim por já ter visto coisa melhor por aí. De qualquer forma, é preciso considerar que ele pode melhorar em suas próximas apresentações, acompanhado de instrumentação e backing vocals, e daí um voto de confiança seria o mais indicado. É preciso entender, também, que existe o fator nervosismo e, além disso, a coragem do rapaz em ir ao programar fazer o que fez, possivelmente ciente de que poderia vir a ser discriminado.

Muita gente levou o fato na brincadeira, como sempre, mas eu não achei tão engraçada a “infantilidade” de Amanda, que pra mim deveria ser excluída do programa da mesma forma que aquele casal de juízes foi excluído do The Voice australiano ou neozelandês, não me lembro. Amanda manda o rapaz sair do palco, faz bico, e deseja que ele perca sua voz um dia, e, depois, tem a cara de pau de dizer que a interpretação dele é que é ofensiva (ao dar seu voto). É engraçado como as pessoas gostam de atacar outras nas ocasiões mais simples e depois darem um jeito de se converterem em vítimas.

Achou nossa mensagem importante e quer que ela chegue em mais pessoas? Ajude o Fast Food Cultural a crescer, seja um financiador! Você pode contribuir com o projeto através do Patreon ou Apoia.se, acesse os links, confira nosso vídeo, nossos objetivos, leia outros textos nossos e faça parte da nossa família.