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O que dizer desse beta que é tão foda que parece versão final? Ambientado no Deserto do Sinai, a versão beta do novo Battlefield 1 trouxe algumas correções de reclamações constantes que vinham sendo feitas por jogadores mais assíduos.

O fim da necessidade do Battlelog:

A mais relevante delas é, com certeza, a eliminação do (já vai tarde) desnecessário Battlelog, ou a necessidade de ele estar aberto simultaneamente com o funcionamento do jogo. O que fazia com que eu tivesse que rodar um jogo, que já é pesado, com um navegador mais pesado ainda em conjunto, além de um plugin para alinhar o funcionamento dos dois. Isso, agora, não é mais necessário.

A física:

Outras mudanças dizem respeito a física do jogo, muito mais bem trabalhada do que o já bem trabalhado Battlefield 4, mas muito mais mesmo. Os cenários são altamente destrutivos, há indicação de trajetória das munições por arma e perda de velocidade por distância, não é nada difícil manejar as armas com o tempo e se acostumar com elas porque o ajuste físico está muito bem afinado e eu espero que a chiadeira dos players de COD e atualizações não cague isso.

O peso dos veículos e a velocidade de sua locomoção estão absurdamente adequadas, no tanque mais pesado é agoniante subir uma duna e não conseguir passar dos 10 por hora, é realmente muito lento (como deveria ser na época). Esses veículos, também, são facilmente eliminados do combate com granadas anti-tanque, minas terrestres, granadas anti-veículos e canhões portáteis (um player reclamou: “Mas Battlefield é só veículo!”, não, amigo, é guerra, guerra não é uma salinha fechada com dois times dando tiro, malz aí acabar com essa ilusão).

E, tirando um bug ou outro, os players também são eliminados com facilidade, como se estivéssemos todos no modo hardcore do jogo, não necessitando milhões de tiros para que um player morra. Espero que continue assim.

Um jogo justo:

Há, portanto, um alinhamento melhor dentro da batalha, e não apenas de armamentos e destruição de oponentes/maquinário/cenário, mas, pelo menos no mapa que foi entregue nessa Open Beta, a variedade de possibilidades dentro do próprio cenário são inúmeras, considerando combate fechado e mapa aberto, dominância aérea e terrestre. Agradando a gregos e troianos, o mapa do Deserto do Sinai me lembrou muito a diversão que era jogar no mapa Caspian Border do Battlefield 3.

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O controle de aviões, por sinal, melhorou demais do BF4 para o BF1, e o equipamento anti-aéreo estático disponibilizado é simplesmente sensacional, bem como os anti-veículos espalhados pelo mapa. A sensação de estar em combate é completíssima. E o trem blindado que percorre o cenário, sem som, os sons do jogo em si, está tudo apavorantemente perfeito.

Novidades:

Dinheiro, agora você ganha grana dentro do jogo para comprar sua parafernália, que é baratinha, não se preocupe, pelo menos até entrarem novos veículos e os DLCs com outros itens.

O jogo tem um contador nativo de FPS, que ajuda bastante a saber como está rodando o game e sem a necessidade de ter um outro software aberto só pra fazer essa contagem.

As pontuações estão separadas em abas, e você encontrará facilmente a sua pontuação pessoal e a pontuação do seu squad, o que é bem bacana pra ter uma ideia do todo e o que você e seu pelotão fizeram de certo e errado dentro de uma partida, especialmente se você estiver jogando em conferência com amigos.

Como já citei no tópico anterior, há uma variedade incrível de armas para serem pegas no mapa, e, além das armas estacionárias, existem outras como lança chamas (que, cara, é muito foda), uma metralhadora super pesada pra muitos disparos (que te faz ver como os armamentos evoluíram, já que tanto pra ela, quanto pro lança chamas, o combatente tem que usar uma série de acessórios, quase uma armadura), rifles de longo alcance, dentre outras.

(O vídeo abaixo traz um review feito em um outro cenário que não é o Deserto do Sinai, possivelmente liberado exclusivamente para canais específicos)

Os problemas:

O jogo está com severas quedas de FPS do nada, muito apesar de ser o mais bem otimizado Battlefield já feito até agora, até mesmo quando uma tempestade de areia toma conta do mapa o contador fica no topo. Você está tranquilamente jogando com uma média superior a 60FPS e de repente o jogo começa a ter quedas absurdas, indo parar em 4FPS e depois normalizando, pra logo em seguida cair de novo.

Não, não é um problema do meu computador ou da minha placa (mesmo nas configurações baixas isso ocorre), vários jogadores reportaram o mesmo problema, e isso pode advir da invasão que a EA sofreu nos dois primeiros dias de Beta, já que bastava reiniciar Origin e jogo para voltar ao normal (às vezes bastava trocar de server).

Outro problema frequente, que comigo ocorreu só no segundo dia, que veio também por causa dessa invasão, foi o bug das armas, onde elas simplesmente sumiam. Ou a mira dos tanques desapareciam e você parava de atirar (aconteceu ontem com um amigo). Ou você não conseguia mais atirar (isso ontem mesmo aconteceu comigo).

Os hackers parecem inexistir, mas eu presenciei um durante o sábado e vi mais um monte sendo banido. Esse, em específico, não foi, e desativou os auxílios quando disse que iria reportá-lo, parando de fazer 63/0 e fazendo normais 18/6, ou coisa parecida. Eu realmente não entendo qual é o tesão de jogar trapaceando, e já começar trapaceando no beta.

Ah, o cavalo é um pouquinho chato de guiar, não parece nada natural. E teve isso aqui:

Um sistema de pontuação ainda falho: 

Ainda acho o sistema de pontuação do Battlefield a grande falha do jogo, já que ele prioriza quem mata mais e não quem segue os objetivos e estratégias de guerra. No modo conquista, por exemplo, vejo “fragueiros” que passam a partida inteira fazendo kill, sem pegar uma maldita bandeira ou defender, pontuando mais do que qualquer um dos jogadores que seguem o objetivo do modo. Sendo assim, deveriam mudar o nome do modo para “Mata mata”.

Destruir aviões e veículos terrestres também continua dando pouquíssimos pontos, e é o que eu sempre digo: faz sentido que abater um veículo que destrói uma cidade inteira dê menos pontos que matar um ou dois combatentes? Fica aí a pergunta pra EA, porque pra mim não faz nenhum sentido, mesmo que eu matasse uns 10 soldados ou até mais, não faria, especialmente agora que temos até bombardeiro.

Considerações finais:

Battlefield 1 é, certamente, o mais bonito de todos os jogos da série até agora, e eu nem preciso ver os outros mapas pra saber disso, o jogo está rodando muito bem e está muito bem feito. Capricharam até mesmo nos detalhes das roupas dos personagens, cada canto do mapa está fantástico. A EA tem um mês e alguns dias para corrigir erros que, a meu ver, são graves, e procurar não cagar o que está muito bom até o lançamento (já cagaram em outras oportunidades).

Fora isso, posso dizer com alguma certeza que fiquei tentado a pagar o valor que eles estão cobrando pelo lançamento, mas depois de tantas frustrações e vezes que me senti enganado pela empresa, vou optar por esperar alguma promoção e aguardar as reações primeiras dos jogadores mundo afora, especialmente dos gamers brasileiros. Já caí em tentações da EA antes, não caio de novo.

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