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Lá em 1999, quando ninguém pensava em Jogos Vorazes, Koushun Takami lançou no Japão, através da editora Akita Shoten, o livro Batoru Rowaiaru aka Battle Royale; também conhecido como o livro mais vendido do Japão.

Na seqüência vieram o mangá, dividido em 15 tomos, que não tive o prazer de ler e o filme, lançado em 2000 e dirigido por Kenji Fukasaku; é sobre o filme que falarei.

A história é respeitada, pelo que sei, de forma mais fiel possível e o filme é excelente; Jogos Vorazes, mesmo sendo um ótimo produto, é coisa de criança perto de Battle Royale. Bem que tentaram adaptar para os Estados Unidos, mas o público não aceitaria pré adolescentes se matando e na época o autor não aceitou um filme que fugisse do produto original.

Daí eu penso, será que alguém não mexeu os pauzinhos para que a história virasse um filme hollywoodyano de uma forma, ou de outra? Koushun não pensou em processar por um dos mais claros casos de plágio da história? Será que bocas entupidas de dinheiro ficaram caladas? Vai saber, só não venha me dizer que não é plágio; é plágio sim.

O filme trata de um Japão futurista e caótico, onde é implantado o ATO BR, que consiste em sortear dentre as piores classes de estudantes do país uma que irá parar numa ilha para um jogo mortal de “resta um”. O ATO BR, que aparentemente não tem finalidade clara, é um método de controle populacional a base de medo; uma reforma educacional um tanto peculiar.

Na ilha, durante o ato, cada um deles recebe uma mochila que pode conter os mais diversos itens, desde uma frigideira, até uma sub-metralhadora. Todos os estudantes tem uma gargantilha explosiva e fugir não é opção, tentar tirá-la também não. No fim é preciso sobrar apenas um (existe uma contagem de tempo), se houver dois, os dois morrem. Te lembra de algum filme assim, que além disso tem formação de milícias? Pois é.

Sobre as zonas: as zonas podem ser seguras ou não, e isso varia de acordo com o tempo; se você estiver dentro de uma zona insegura, tem que fugir enquanto é tempo, senão tua “coleira” explode.

O filme, pesado pra mais de metro, tem um conteúdo social assombroso e expurga na cara do espectador o pior e o melhor do ser humano. A direção é fantástica, o roteiro nem se fala, as atuações são emblemáticas e caricatas, como todo bom produto japonês deve ser, conta ainda com a presença do mestre Takeshi Kitano.

No Brasil a editora Conrad publicou o mangá e a Globo Livros Alternativos, conforme publicamos recentemente em nossa página, está trazendo o livro para o Brasil, com lançamento ainda indefinido, mas que pode acontecer dentro dos próximos dois meses. Assim que colocar minhas mãos nele e degluti-lo, faço uma resenha para vocês.

Adquira o filme, ou alugue. Adquirir: só importado e é caro. Dá pra comprar na Amazon também, sai mais em conta.

 

 

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Battle Royale
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Sobre o Atendente

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Militância pé na porta! "Às vezes está louco na problematização". Cru. Somente a verdade, nada mais que a verdade. Já foi ignorante e às vezes pensa que é inteligente. Viciado em: consumir informação, alguns jogos, música e sexo. Se formou DJ e Produtor Musical pela AIMEC, não era o que a família queria. Preza por água de boa qualidade (não me venha com Crystal), bem como cerveja (não me venha com Skol). Cozinha muito bem e não come animais. Mora no Cubo Mágico, QG de operações localizado em Porto Alegre, mas é mineiro e come pão de queijo enquanto ainda tiver. Torce para o Palmeiras: "Ninguém é perfeito". Idealizador, fundador, pica das galáxias e rei do universo. Obrigado, de nada.

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