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Fãs de quadrinhos, fãs de cinema, fãs de jogos, fãs de música… Não sei dizer qual desses nichos, ou de tantos outros, é o mais discriminador, mas essa leva de filmes novos em diversos universos, como Star Wars, Vingadores, Batman v Superman, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, têm desentocado um número quase infinito de pessoas capazes de promover analises tão preconceituosas, que chega ser inacreditável que o seres em questão possuam o dom do cérebro. A fidelidade que essas criaturas exigem é tão surreal que a palavra ridículo não pode ser usada aqui, mas sim discriminação.

Num momento em que a indústria dos quadrinhos encontra a luz e caminha em direção ao que tem exigido a sociedade, temos que nos deparar com discussões tão desnecessárias e óbvias, que tudo isso cansa um pouco. A necessidade de inclusão de negrxs, a necessidade de igualdade de gênero, a necessidade de introdução de personagens da comunidade LGBT, a necessidade do lide com questões sociais, etc. se fazem cada vez mais urgentes, e não tão somente porque o mercado exige, mas porque é o correto a se fazer para que vivamos num mundo para todos e não apenas para uma parcela da população. O mundo não se resume ao homem branco hétero da elite, e o mundo consome esses produtos. Criar uma criança nesse meio restrito faz mal, não apenas pra ela, mas para o nosso futuro.

Em casos recentes de discriminação tivemos: brasileiros passando vergonha pro mundo ver numa chuva de homofobia causada por um Lanterna Verde gay; vários fãs de Wolverine e Hércules fazendo fiasco devido a um beijo entre os dois personagens; uma reunião de racistas por causa de um Tocha Humana que nunca foi negro sendo interpretado pelo ator negro e foda, Michael B. Jordan; o mundo desabando por que um negro apareceu no trailer de Star Wars vestindo o <IRONIA>sagrado uniforme Stormtrooper que só os brancos puros de coração podem usar</IRONIA>; o céu caindo em nossas cabeças com a simples possibilidade de o novo Homem-Aranha dos cinemas não ser o Peter Parker branquinho, mas sim o NEGRO Miles Morales; e até mesmo (PASMEM) Jennifer Lawrence foi criticada por ser “cheinha” para o papel de Mística nos filmes da série X-Men.

Agora, do poço de discriminação sem fundo dos nerds, surgiu a mais recente babaquice: Gal Gadot tem peitos pequenos para interpretar a Mulher Maravilha. E Gadot, que está longe de não ser uma mulher padrão, respondeu aos “fãs” com a destreza que eles merecem: usando conhecimento aprofundado sobre o assunto (que os ditos conhecedores parecem não ter). Como? Simples: vocês sabiam que as amazonas de verdadinha não tinham um dos seios para facilitar o uso de armamento, especialmente o uso de arco e flecha? É isso aí, elas arrancavam um dos seios para melhorar a empunhadura, tanto no chão, quanto ao cavalgar. Então o que estamos pedindo aqui: verossimilhança, ou estamos chateadinhos por não termos a “mulher perfeita” inexistente desenhada por um dos trocentos artistas da DC?

batgirl00

Não sei se essa imagem retrata bem até mesmo o Coringa, como vi falarem por aí.

Acostumem-se: esses padrões criados no passado por revistinhas, desenhos, fábricas de brinquedos, cinema, jogos, etc. vão desaparecer com o tempo, azul não é só pra menino, rosa não é só pra menina, as pessoas não são iguais, e elas querem se identificar nos produtos que consomem, elas querem se enxergar ali, elas querem que seus filhos e filhas possam encontrar um bonequinho ou bonequinha que não seja branco de olhos azuis para comprar. E mesmo com falhas, empresas como DC e Marvel já enxergaram isso, e seus profissionais também. Em caso recente, ocorrido semana passada, o desenhista brasileiro Rafael Albuquerque vetou uma capa alternativa, desenhada por ele, para revistinha versão de colecionador da Batgirl (imagem ao lado). A capa é inspirada em A Piada Mortal, de 1988, e apesar de reconhecer a qualidade do desenho, Rafael disse que a imagem estava completamente fora de contexto e que mesmo não havendo necessidade de link entre capa e história, como constava na solicitação, o desenho era ofensivo ao cunho feminista que vem sendo empregado necessariamente nas histórias da heroína (que serve de exemplo para meninas, meninos, meninas trans, meninos trans, etc. do mundo todo). Rafael diz, também, que viu muita gente falando sobre censura, mas que o veto nada tem a ver com isso, e sim com a responsabilidade que ele enxerga ter ao passar uma mensagem ruim através de sua arte (aplaudindo de pé aqui). Acompanhando Rafael em sua decisão, a DC, em uma postura exemplar, soltou a seguinte nota:

Independentemente de os fãs gostarem da homenagem do Rafael Albuquerque à Piada Mortal, ou acharem-na incompatível com o tom da série, ameaças de violência e assédio são erradas e não têm vez nos quadrinhos ou na sociedade. Honramos nossos talentos e, a pedido de Rafael, a DC Comics não publicará a capa.

 

Violências de gênero, e tantos outros males advindos de discriminação, espero eu, estão com os dias contados, e parte desse trabalho deve ser feito por veículos de informação e conteúdo enormes como DC e Marvel. Essas desconstruções e inclusões já vêm tarde, mas antes tarde do que nunca. E pra não deixar de falar da Marvel: a versão feminina (e feminista) de Thor, que possui o mesmo nome e reboota a série de quadrinhos – e que foi atacada quando anunciada com coisas do tipo “é burrice substituir um herói originalmente masculino por uma mulher, não vai vender” -, está vendendo muito mais do que a versão original: as primeiras quatro revistinhas venderam, POR MÊS, 20.000 cópias A MAIS do que as últimas quatro do Thor machão que saíram em 2012, sem contar as versões digitais.

E para não perder o embalo: a série de quadrinhos Rat Queens, da Image Comics, recebeu a premiação GLAAD de Quadrinho Proeminente, e o principal motivo disso é o investimento em diversidade nas suas páginas, que tem presença de uma personagem lésbica e outra personagem trans*. Pesquei essa informação em um post do Marcelo Grisa no site Terra Zero, que frequentemente nos convida para participar do seu site Tubo de Explosão, e no seu post ele ainda cita o fato de a Marvel e a DC darem muito protagonismo às mulheres e esquecerem o restante das “minorias”. Creio que um dos motivos para esse “atraso” das duas grandes em relação a outras empresas como a Image, seja a maior quantidade de “fãs” radicais que há tempos são minoria. E fica a dica: o mundo é feito de diversidades, meus amigos, e essa diversidade vai engolir quem ficar na frente (até mesmo se forem nerds, aqueles que um dia foram conhecidos como um grupo de pessoas que sofriam com discriminação. Seria o oprimido virando opressor? Sim, ou com certeza?).

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  • Matheus Faria

    Da vontade de copiarcolar esse texto nos comentários de vários Grupos de HQs

    • Paulo Carvalho

      Valeu pela força, Metheus! Fico feliz que tenha curtido e que o post esteja tendo tantas reações positivas. Mostra, mesmo, que a vontade da maioria é de mudança.

  • Muito boa análise! Como já disse algumas vezes: o problema não é o preconceito (essa nossa percepção superficial é natural e automática do nosso cérebro), mas sim a discriminação, ou seja, se limitar a essa superficialidade e tomar decisões e julgamentos com base nela.

    Concordo inclusive com a decisão do Rafael Albuquerque, mas não pelos motivos listados aqui ou explorados pela DC. “[…] ameaças de violência e assédio são erradas e não têm vez nos quadrinhos ou na sociedade”. Sim, são erradas e sim, não deveriam ter vez na sociedade, mas nos quadrinhos? Os vilões agem como? Precisamos da antítese para o bem, não? Ou os vilões vão só assaltar bancos pro resto da vida sem violentar ninguém?

    Enfim, não acredito que o problema da capa tenha sido a discriminação de alguma “minoria” (afinal, o coringa é o coringa seja a vítima uma mulher, um negro, um cearense, etc), mas o tom usado na capa que não condiz com o conteúdo da revista (nesse caso).

    • Paulo Carvalho

      Obrigado pelo comentário, Dilon! E sobre o que tu comento acerca das decisões da DC e do Rafael, acho que foi essa motivação que tu disse que fez a capa ser excluída (estar fora de contexto), foi assim que entendi e assim que escrevi, ou pelo menos achei que escrevi, hahaha.

      Grande abraço!

      • Paulo Carvalho

        Comentou*

      • Ah bom!
        Linguagem é uma coisa estranha. Uma coisa é intenção, outra é percepção. hehe
        Te entendi errado 😉

        Abraço!

        • Paulo Carvalho

          Pra isso temos a área de comentários. Que dessa vez tá bem bonita de se ver, teve um outro texto meu que não teve a mesma sorte =x, hahahaha.

    • henriquecd

      A nota que a DC escreveu realmente não ficou clara. O que ela estava se referindo por violência em quadrinhos era sobre as pessoas que estão envolvidas com quadrinhos (fãs, profissionais, etc.) e não sobre o mundo dentro das histórias.
      Isso aconteceu pois diversas pessoas que apoiaram a decisão da DC de retirar a arte passaram a sofrer ameaças e receber mensagens intolerantes.

      • Paulo Carvalho

        Oi, Henrique. Eu discordo de ti, pra mim ficou clara e a empresa demonstra visão quanto a necessidade de mudança, não só na sociedade, mas também em seus quadrinhos. É claro que não podemos privar as pessoas de violência, pois ela ocorre todos os dias na nossa vida, seria hipocrisia (é preciso problematizar), mas como disse no texto, e como disse o desenhista, é uma questão de contexto e mensagem. De qualquer forma, não tenho dúvidas de que os doentes que ameaçam quem apoiou a exclusão da capa também tenham parcela na postura, pois a violência de gênero explicitada nela gerou ainda mais violência de gênero.

        Obrigado por comentar!

        • henriquecd

          Mas eu só disse que o trecho escrito pela DC “[…] ameaças de violência e assédio […] não têm vez nos quadrinhos[…]” não ficou claro quanto a se referir a ameaças que pessoas de verdade fizeram.
          Algumas pessoas, como o Dilon no comentário anterior, podem interpretar esse trecho como se a DC dissesse que não há violência dentro das histórias dos quadrinhos. Já vi mais gente interpretando esse trecho assim.

          No mais, concordo com todo o resto que você disse.

          • Paulo Carvalho

            Entendi. De fato, pode ser mesmo. Eles poderiam ter jogado a merda no ventilador, já que ela merecia ter sido jogada. Passar a mão na cabeça não ajuda em nada nesse sentido, só piora.

  • Paulo Carvalho

    Vento Suzano Farias Lima, o uso de “vilania” está diretamente ligado com o conteúdo do texto (vilões, atitude vil, baixa, etc.). Desconheço o conteúdo passado por ti, confesso, mas tenho que discordar contigo, pois “romanismo” acabaria não fazendo sentido e teria de ser explicado no decorrer do texto, sendo essa explicação dispensável, secundária. O que realmente importa, pra mim, é a mensagem que aparentemente foi passada com bastante sucesso.

    Valeu pelo comentário!

  • henriquecd

    Apesar da etimologia (que também desconhecia), o uso da palavra “vilania” tem o uso de forma correta no texto.

    Do Google:
    vilania
    substantivo feminino
    1. atributo ou caráter do que é vil ou vilão; vilanagem, vileza.
    “todos condenaram a v. de seu ataque”

  • Daenerys Misândrica

    Que texto perfeito, amei.

    • Paulo Carvalho

      Bom que gostou! Valeu por comentar.

  • Alê Gubani

    Incrível esse texto! Abrangeu exatamente a discussão que tive na minha mesa de RPG! Obrigado por contribuir à conscientização da comunidade nerd!

    • Paulo Carvalho

      Fico feliz que tenha curtido, Alê. Valeu pela participação ;).

  • Luiz

    Eu não sei o que fazer com esses seres. Creio que seja falta de empatia mesmo, não sei. É fácil encontrar bons textos sobre o assunto como esse e mesmo assim as pessoas negam a entender, pior, negam a escutar. Acho que a situação é essa mesma, é torcer pra essas empresas continuarem tentando combater todos esses problemas de representatividade e assim o público ir provando aos poucos que devemos mudar, como é caso do alto número de vendas do Thor feminino.

    • Paulo Carvalho

      Bom que curtiu o texto, Luiz. Fico feliz com a reação positiva em maior número também, tendo umas poucas pessoas que insistem em minimizar a problematização do assunto e subverter o texto.

  • Jumbonium

    Quem vai dizer o que quer é o público, não um bando de esquerdopatas com um desejo secreto de tutelar a sociedade. Querem personagens gays? Criem personagens gays que conquistem o público. Querem personagens negros? Tem vários personagens negros que já conquistaram o público décadas atrás e estão esquecidos, em favor de novos personagens que apenas vestem o uniforme de outro personagem branco. Um personagem negro domesticado pelo politicamente correto, podemos dizer assim.

    Querem diversidade? Criem diversidade e submetam à opinião do público, a única que interessa. Não vendeu? Vaza.

    Gal Gadot não tem corpo de mulher maravilha.
    Homem-Aranha é Peter Parker.
    Thor é um deus nórdico.
    E nenhum esquerdopata caucasiano tem autorização pra falar em meu nome.

    • Paulo Carvalho

      Certo. Obrigado pela sua participação. Tudo de bom.

  • Paulo Carvalho

    Valeu pelo comentário e pelo acréscimo, Gabriel!

  • Paulo Carvalho

    Fico contente que tenha curtido e mais feliz ainda por ter contribuído com a discussão, Ana. Realmente precisamos de mais pessoas problematizando a discriminação entranhada nos diferentes assuntos comuns ao nosso dia a dia, e que as pessoas insistem em normalizar, como se a mensagem passada não importasse.

  • Paulo Carvalho

    Obrigado pela sua participação, Alexandre. Tudo de bom.

  • Paulo Carvalho

    Oi, Angelo. De fato existem outros personagens negros que precisam de maior atenção, e eles não vingam não pelo fato citado em outro comentário (que não há interesse do público), mas sim porque não existe investimento, assim como tu citou (e porque existe sim discriminação). A falha é das empresas, que estão começando a mudar, aos poucos, mas estão. Sobre o Tocha Humana, não acho que a escolha de um ator com pele de cor diferença é predicado para todo esse drama, a cor da pele não muda o personagem, mas sim o roteiro. Se formos falar de roteiro, esse sim deve mudar alguns detalhes da história original, é esperar pra ver.

    • Angelo Bernar Tessaro Morelo

      o problema não é o fato deles colocarem um personagem negro no filme, é o fato de em dias como hoje, eles sentirem a necessidade de colocar um personagem negro pq um filme estrelando quatro pessoas brancas daria muita briga. o mundo tá tão preocupado em ofender os outros que esquecem de tratar todos como iguais, concordo que é preciso dar espaço pra mais herois negros, mas este não é o caminho, daqui a pouco todos os heróis vão ser como o miles morales, negro, latino, americano, bla bla bla… ele nem identidade tem.

      ps: ainda to esperando o filme da tempestade.

  • Paulo Carvalho

    Valeu! Obrigado por participar <3.

  • Paulo Carvalho

    Eu realmente discordo de ti no que diz respeito a força e violência serem uma característica masculina, não digo no sentido criminoso, mas sim no mesmo sentido que tu usou. A ideia é justamente que as mulheres possam ser reconhecidas da mesma forma, ter o mesmo espaço. Concordo que a revista está longe de ser perfeita, concordo que ainda existe toda a questão de padrão e conteúdo para “punheteiro ver”, mas é preciso dar um passo inicial, esse passo foi dado (povoar o mercado com conteúdo que inspire meninas). Não estou discordando de ti de modo geral, e critico isso no texto, Marvel e DC estão anos luz atrás de outras empresas, que também não são perfeitas. Quando cito a revista da Thor, é pra provar que existe público.

    Valeu pela tua participação, Graziela, e também pelo acréscimo ao post (isso é o mais importante).

    • Charles Coutinho

      Particularmente também discordo da associação de “força e violência” a tão somente homens. Sei que culturalmente “temos” isso estabelecido, principalmente nos quadrinhos, mas estão aí personagens incríveis como Brienne de GoT que mostram sim uma mulher fortíssima e com qualidades fantásticas, ao passo que é humana e tem dúvidas sobre posições que deverá tomar e outros embates morais. Não conheço a história referente a herdeira do Martelo, mas ainda acho ela “para punheteiro ver” por causa de armadura com seios exorbitantes e corpo escultural.

      • Paulo Carvalho

        Creio que homens tenham sim força física muito maior na maioria dos casos. Num caso de violência doméstica, por exemplo, a desvantagem de uma mulher sobre um homem é clara e criminosa, mas nesse caso, do quadrinho, acredito que a intenção seja a de motivação, de mostrar que mulheres podem mais.

        Obrigado pela participação, Charles.

  • Paulo Carvalho

    Criaremos assim que pudermos. Obrigado pela sua participação.

  • Paulo Carvalho

    Ainda preciso ler mais sobre o assunto, já vi muita gente falando acerca do teste, mas não tive tempo de conhecer a história por trás.

    Valeu por participar!

  • Paulo Carvalho

    Tua comparação do Pelé com um personagem fictício não faz o menor sentido, Hellder. E alterar a cor da pele de um personagem para um filme não é uma alteração brusca. Pelo menos tu não presumiu que eu não sei do que estou falando, como um dos outros comentários, o rapaz que acha que eu não sei que Stormtroopers são clones, daí eu questiono: se todo mundo sabe que o Boyega não vai ser um Stormtrooper e só estava usando a roupa pra fugir, por que tanto drama? Tanto drama assim quer dizer uma só coisa: racismo. E sobre o Tocha, o ator é excelente, merece muito o papel.

    PS.: essa história de taxar problemas graves como “politicamente correto” me cansa um pouco.

    • Lucy Wagner

      Essa discussão, com certeza, vai mudar o mundo. Gente, que é isso. Negro v. Branco, homem v. Mulher, hetero v. Homosexual…arggggg! Falta mesmo é crescimento intelectual. Putzzzzzzzzz!

      • Paulo Carvalho

        Falta, de fato, crescimento, não só intelectual, mas ninguém aqui está colocando X vs Y, a ideia é justamente o contrário. Até.

  • Thiago Arrais
    • Paulo Carvalho

      Oi, Thiago, obrigado pelo comentário e por compartilhar o teu texto, assim que tiver um tempo vou dar uma lida com calma e volto aqui pra comentar. Grande abraço!

  • laulau

    Manja nada de star wars, Clone Troopers e Storm Troopers são diferentes c:

    • Paulo Carvalho

      Bem lembrado, laulau, existem recrutas não clonados. De qualquer forma, eu acho que Boyega só está usando a roupa como método de fuga, não acredito que ele vá ser um Stormtrooper, e outros tantos personagens usaram a mesma roupa para fugir (Solo, Leia e Luke, por exemplo), mas como eles eram branquinhos não deu treta. Se isso não é preconceito, eu realmente não sei mais o que é. Todavia o oráculo nerd da arrogância deve ter uma resposta pra isso também, melhor eu ficar quieto aqui porque eu não conheço nada e não pesquisei nada pra escrever o texto, hahaha.

  • Arilton Flores

    Olha eu não concordo com discriminações, mas tem coisas que acho chatas , mudar a origem racial de um personagem apenas pra incluir um tipo étnico parece ao meu ver um preconceito as avessas. Sim, vamos mudar a cor do tocha em vez de mostrarmos ou criarmos um herói negro foda e popular, vamos cuspir no roteiro de guerra dos clones e colocar um diferente, afinal temos de encaixar um afro numa parte do filme, né. Sem falar que Jango Fet, acho que era esse o original, tinha traços mestiços. Em vez de criar um personagem assumidamente gay , vamos atribuir esta característica a esmo e sem sentido. Vamos transformar um psicopata que estuprou e aleijou Bárbara Gordon (pelo menos foi isso que entendi nas fotos que ele mostra ao comissário Gordon) num vilão politicamente correto que não mata , só rouba pra se divertir, como na série de 66. Nerds podem até serem preconceituosos, mas a turma da patrulha ideológica do tudo certinho e nada ofensivo é pior. Talvez no próximo avengers apareça um Thor rastamano , vale tudo mesmo .

  • Fernando legião

    Na boa há mudança que da pra entender e mudanças desnecessárias simplesmente pra ganhar público não há nada de social ou altruísta nisso e eu realmente entendo quando um fã que acompanha a vida inteira um personagem vê suas principais características mudadas para somar um determinado grupo aos leitores por causa de dinheiro fala sério se querem heróis gays,negros e seja lá o que for criem novos personagens mas por favor não desmontem os antigos respeitem os leitores fiéis assim como os novos e não vejo preconceito nenhum quando alguém diz que wolverine é macho,mulher maravilha é gostosa e Peter Parker é o homem aranha que crescemos amando vejo sim pessoas defendendo seus heróis de puro comercio

  • Jacqueline Carvalho

    Texto muito perspicaz! ele me lembrou das várias vezes que ouvir alguns fãs de Hqs marvel e DC discriminar os leitores de mangás em minha cidade. Infelizmente acontece, aqueles que foram discriminados um dia, acabam sendo opressores quando o meio já os aceita, com os nerds não foi diferente (felizmente não são todos, há esperanças!).