Esse prato não sairia do forno sem o financiamento de: Tiago Pariz Almeida!
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Refletindo sobre a vida, tropecei neste quadrinho aqui, e acho que ei de discordar quase que completamente. Uma de minhas filosofias de vida é: A vida é como ela é.

Não sigo superstições ou divindades, nem ao menos acho que tenho “Karmas” a cumprir, só acho que tenho sorte ou azar (mas Tiago, tu não acabou de dizer que não é supersticioso?). Sim, confirmo minha incredulidade em superstições, mas a questão está no conceito de sorte e azar:

Eu acho que tenho azar quando eu planejo algo e não acontece, meu azar é não ter previsto que algo poderia dar errado, e isso eu acho humanamente impossível, até o mais perfeito dos planos pode dar errado. Sorte tenho quando não planejo ou planejo pouco e acerto. Portanto, não há uma “mão divina” nos acontecimentos, apenas causalidade. A causalidade pode ser resultado de uma ação, o “acontecer por acaso” é do meu ponto de vista. Ou seja, ainda assim está ligado a uma causa e efeito.

A vida é feita de pequenas conquistas, e até de micro conquistas. Um dos melhores conceitos disso está em reuniões de AA, onde o lema é “Viva um dia de cada vez”, pois é assim mesmo que acabamos provando algo perto do conceito de felicidade.

Não acho que tento, ou tentei, ser algo que não devia, a minha mudança é agora. Vou sendo o que posso, vou comemorando o que consigo por ora. Este não é um texto que deve ser motivacional, mas reflexivo como contraponto ao quadrinho.

Talvez o maior erro é tentarmos mais a utopias e esquecermos o agora, sonhar é preciso, viver mais ainda. Estar feliz por ser alguém, por ter filhos, por ter problemas, por saber que eles existem é estar em paz com a consciência. Imperadores construíram Roma, mas grande maioria eram plebeus, como nós, que apenas tiveram uma vida para lutar, e não eram necessariamente menos felizes que os nobres e generais.

Acho que o mundo precisa de mais autoestima e menos egocentrismo, mais solidariedade e menos conquistas a qualquer custo. Eu digo que aprendemos levar uma nave ao espaço, mas ainda estamos longe de levar um prato de comida ao mendigo da esquina, antes do prato, quase sempre chega o julgamento e o preconceito.

Para encerrar, fiquem com o curta Cuerdas, uma produção espanhola incrível sobre sensibilidade e amor ao próximo.

 

 

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